INVESTIGAÇÃO

Felipe Neto é indiciado pela polícia do Rio, e Damares Alves diz que ''País tem defensores da infância''

A Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro confirmou que o youtuber e influenciador foi indiciado por corrupção de menores

JC
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Publicado em 07/11/2020 às 11:41
TV GLOBO/DIVULGAÇÃO
FELIPE NETO Youtuber respondeu por chamar presidente de "genocida" - FOTO: TV GLOBO/DIVULGAÇÃO
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O influenciador Felipe Neto foi indiciado, nessa sexta-feira (6), pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, após uma denúncia anônima que acusou o youtuber de supostamente ter publicado conteúdo impróprio para crianças e adolescentes em seu canal. A assessoria de Felipe Neto sustenta que o indiciamento ocorreu "sem qualquer investigação ou apuração". O influenciador disse estar "100% tranquilo" e que já esperava "denúncias caluniosas feitas pela articulação do ódio bolsonarista". Neste sábado, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, comentou o caso no Twitter e disse que "neste País temos defensores da infância!". 

Em nota enviado ao jornal Correio Braziliense, a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro confirmou que o youtuber e influenciador foi indiciado por corrupção de menores. "As investigações iniciaram após expediente do Ministério da Justiça. Ele foi indiciado por divulgar material impróprio para crianças e adolescentes em seu canal do YouTube e por não limitar a classificação etária dos vídeos com conteúdo e linguajar inapropriado para menores”, disse a polícia. 

Também em nota, publicada em suas redes sociais, Felipe Neto reforçou que "prestou todos os esclarecimentos" e que está "confiante no poder Judiciário" pois segue "convicto e tranquilo de que nunca praticou crime algum". 

 

Na manhã deste sábado, a ministra Damares Alves foi ao Twitter comentar o caso. Em uma postagem, ela explicou que "primeiro o  MP (Ministério Público) aceita as denúncias. Agora, a delegacia de crimes cibernéticos instaura inquérito por corrupção de menores."

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos reforçou que, segundo o artigo 224-B do Código Penal, a pena para o crime de corrupção de menores é de até 4 anos de reclusão. "Neste país temos defensores da infância!", disparou. 

 

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