Sertão

Observatório de Itacuruba entra na rota da astronomia mundial

Em funcionamento há 3 anos, o espaço recebeu certificação internacional por estudos avançados e vai participar de programas de busca por corpos que têm risco de colidir com a Terra

Marcela Balbino
Marcela Balbino
Publicado em 25/07/2013 às 9:31
Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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Situado na cidade de Itacuruba, a 466 quilômetros do Recife, o Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (Oasi), em funcionamento desde 2011, começa a colher os frutos dos investimentos milionários. No início deste ano, o telescópio – segundo maior em solo brasileiro – recebeu da União Astronômica Internacional (IAU), instituição máxima da área de astronomia, o código único de identificação: o Y28. Com isso, entra na rota mundial dos programas de busca por corpos que têm risco de colidir com a Terra. Os programas, em sua maioria, estão concentrados no Hemisfério Norte.

As conquistas recentes do projeto Iniciativa de Mapeamento e Pesquisa de Asteroides nas Cercanias da Terra no Observatório Nacional (Impacton), do qual o observatório faz parte, estão expostas no estande do Observatório Nacional, na ExpoT&C, durante a 65ª SBPC.

A coordenadora do projeto, Daniela Lazzaro, explica que o credenciamento traz respeito internacional e coloca o Oasi no circuito de observação. “Com o telescópio é possível determinar a posição de vários asteroides. Já monitoramos mais de 30 corpos”, explica. Segundo a pesquisadora, cientistas interessados em observar asteroides e cometas em risco de colisão com a Terra, no Hemisfério Sul, podem solicitar um tempo e utilizar o equipamento

Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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Pesquisas do Impacton já originaram tese de mestrado e renderam participação em congressos mundiais. A manutenção do equipamento, explica Daniela Lazzarro, é baixa. “O custo maior foi a instalação, que demandou R$ 2 milhões. Os gastos são com a energia e pequenos reparos.”

O telescópio robótico tem 4,2 metros de altura, espelho de um metro e pesa 3,2 toneladas. “Em solo brasileiro, só perde para o de Minas Gerais. E o mais importante é porque está voltado para uma parte do céu pouco estudada”, diz a astrônoma.

Itacuruba foi escolhida para receber o observatório por ter o clima seco, com ausência quase total de chuva, localização na latitude sul, além de baixa luminosidade.

A preocupação com a interferência de luzes no céu noturno é tanta que a equipe do Impacton iniciou no município e em cidades vizinhas campanha para que postes de iluminação pública e refletores dos campos de futebol estejam voltados para o solo.

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