Fiscalização

CPRH apreende mais de 200 pássaros em Alagoinha

Maior parte das aves já foi devolvida à natureza, outras passam por realibilitação

Do JC Online
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Publicado em 13/02/2015 às 18:27
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Cerca de 200 pássaros foram apreendidos pela equipe de fiscalização florestal da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), na última semana, em Alagoinha, Agreste do Estado. O grupo havia saído para apurar denúncia de desmatamento e acabou se deparando com pássaros engaiolados, no caminho.

Conforme o  chefe de fiscalização florestal da CPRH, Thiago costa Lima, foram feitas apreensões na ida e na volta ao assentamento Santa Rosa, onde a equipe checava a denúncia de desmatamento. Como a area era pequena e já estava em regeneração recomendou-se o arquivamento do processo.

"No dia seguinte, a comunidade ligou fazendo novas denúncias e voltamos ao local, realizando novas apreensões", diz Thiago. 

Na primeira abordagem foram apreendidos 11 pássaros e um tatu, que era criado dentro de um tonel em péssimas condições, para posteriormente ser consumido. O responsável foi autuado por criação ilegal e maus tratos e recebeu uma multa de R$ 17 mil. 

Na segunda, os técnicos identificaram outras aves engaioladas, apreendendo 34 pássaros das espécies juritis, patativa, tizil e cravinas, além de seis alçapões e quatro armadilhas. As autuações somaram R$ 5,5 mil.

No dia seguinte, foram encontrados 63 pássaros de 23 espécies diferentes. Entre eles, uma araponga, mais conhecido por ferreiro, espécie ameaçada de extinção. O dono era reincidente, foi autuado e recebeu multa de 31,5 mil. 

Na mesma área, os fiscais localizaram 51 pássaros silvestres e 21 burgueses - aves exóticas. Nesse caso, o responsável recebeu multa de R$ 25,5 mil e foi autuado por criação ilegal e maus tratos. Todas as gaiolas e alçapões apreendidos foram quebrados e queimados e os viveiros, inutilizados, segundo Thiago.

“Avaliamos as condições físicas, de vôo e estresse dos pássaros. Os que estavam bem e eram da região de caatinga foram soltos no local mesmo. Os demais passam por reabilitação antes de voltar à natureza”, explica. “No caso da araponga, ela é de Mata Atlântica, veio de Minas Gerais, conforme relato do proprietário. A ave está sendo cuidada e quando estiver bem vamos procurar um local adequado para libertá-la”.

Denúncias to tipo podem ser feitas pelos telefones 3182.8923 (ouvidoria) e 3182.8905 (unidade de gestão de fauna). 

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