GESTÃO TEMER

Ministro da Educação critica gastos da gestão petista

Em entrevista à Rádio Jornal, Mendonça Filho disse que pretende gerenciar melhor os recursos da pasta

Margarida Azevedo
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Margarida Azevedo
Publicado em 27/05/2016 às 19:01
Foto: Sérgio Bernardo / JC Imagem
Em entrevista à Rádio Jornal, Mendonça Filho disse que pretende gerenciar melhor os recursos da pasta - FOTO: Foto: Sérgio Bernardo / JC Imagem
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Somente em julho o ministro da Educação, o pernambucano Mendonça Filho, deverá anunciar seu plano de trabalho à frente da pasta. Em entrevista à Rádio Jornal, na manhã desta sexta-feira (27), ele disse que até o final de junho pretende aprofundar as discussões internas sobre os programas conduzidos pelo Ministério da Educação. Mendonça criticou gastos da gestão petista na área educacional e prometeu gerenciar melhor os recursos da pasta.

“Gastar R$ 100 milhões com um call center, como acontecia no MEC, é um absurdo. Já determinei o enxugamento dessa despesa. Itens de grande impacto financeiro para os cofres do ministério precisam ser reavaliados. Outro absurdo é o alto custo de transação bancária do Fies, R$ 1,3 bilhão ao ano”, criticou Mendonça.

O orçamento total do programa, conforme o ministro, é de R$ 18 bilhões anuais. “Vou reverter isso em mais bolsas para o Fies. Vou gerir o MEC com absoluto rigor, responsabilidade, acabando com o desperdício e fazendo com que os recursos não fiquem em Brasília. E sim que cheguem na ponta, na área fim, para alunos e professores, que são quem mais precisam e não para atender uma necessidade da máquina governamental”, pontuou Mendonça.

Mesmo sem plano de trabalho definido, o ministro reafirmou que vai manter programas estratégicos criados pela gestão do PT como Prouni, Sisutec e Pronatec (em parceria com o Sistema S). O Fies, financiamento estudantil implantando ainda na gestão de Fernando Henrique Cardoso e ampliado no governo petista, terá mais bolsas, garantiu o ministro, graças a um melhor gestão administrativa.

ENCONTROS

Na próxima quarta-feira (01) ele estará em São Paulo para encontros com a presidente-executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, e com a presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna. Reitores das universidades federais esperam uma audiência com o ministro. O encontro foi solicitado semana passada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), entidade que se posicionou contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

As portas do MEC estarão abertas para qualquer tipo de apoio. Não vamos ser segregacionistas nem preconceituosos. Vamos lidar com tudo e todos que tenham interesse em promover uma boa política educacional. Universidades federais, estaduais, filantrópicas, privadas, todos podem contribuir”, enfatizou Mendonça. “Se depender somente da minha agenda, vou receber a Andifes na próxima semana”, assegurou o ministro. Ele disse ainda que pretende chamar o Consed e a Undime para conversar (entidades que representam os secretários estaduais e municipais de Educação, respectivamente).

Mendonça garantiu que as universidades públicas terão, na sua gestão frente ao MEC, "valorização, respeito, diálogo e apoio financeiro, dentro das limitações orçamentárias do ministério". Sobre as faculdades particulares, o ministro afirmou que "terão regulação séria, transparente e competente, para que possam complementar o acesso à educação superior no Brasil", observou o titular da Educação, destacando que é preciso expandir o percentual de 16% dos jovens brasileiros em idade universitária que estão cursando o ensino superior.

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