APREENSÃO EM SUAPE

PF vai pedir a Interpol que investiga transporte de lixo hospitalar

Meta é abrir inquérito nos EUA para investigar responsáveis pelo envio da carga para Pernambuco. Novo contêiner trazido por empresa do Agreste foi descoberto quarta-feira no Porto de Suape

André Galvão
André Galvão
Publicado em 13/10/2011 às 19:03
Foto: Bernardo Soares/JC Imagem
Meta é abrir inquérito nos EUA para investigar responsáveis pelo envio da carga para Pernambuco. Novo contêiner trazido por empresa do Agreste foi descoberto quarta-feira no Porto de Suape - FOTO: Foto: Bernardo Soares/JC Imagem
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A Receita Federal informou, na manhã desta quinta-feira, que a Polícia Federal (PF) vai manter contato com a Interpol para que um inquérito policial seja instaurado nos Estados Unidos com o objetivo de investigar e punir os responsáveis pela empresa americana que enviou dois contêineres ao Brasil, por meio do Porto de Suape, com toneladas de lixo hospitalar. Ontem, mais um contêiner com material infectado foi descoberto. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prepara um relatório detalhado sobre todo o material apreendido.
 
Agentes da Anvisa e da Polícia Federal também vão investigar a remessa de outros seis contêineres. Todos foram exportados pelo mesmo grupo norte-americano e importados por uma empresa pernambucana do ramo de confecções situada no município de Santa Cruz do Capibaribe, Agreste de Pernambuco.

O primeiro contêiner, que chegou ao Porto de Suape, no Grande Recife, há 15 dias, foi aberto na terça-feira. Havia lençóis sujos de sangue, cateteres, seringas, luvas, gazes e ataduras usadas. O material foi classificado nos grupos A e E. O primeiro é composto por resíduos que apresentam risco potencial à saúde pública e ao meio ambiente, devido à presença de agentes biológicos como sangue, excreções, secreções e líquidos orgânicos. O segundo inclui agulhas, bisturis e ampolas de vidro. Toda a carga, no entanto, estava identificada na documentação de importação como tecido de algodão com defeito.

Ontem, ao abrir o segundo contêiner também com 23 toneladas, foi detectado material infectante como lençóis, fronhas, toalhas de banho, batas, pijamas e roupas de bebês. No material sujo, identificado com o nome de vários hospitais norte-americanos, também foram encontrados resquícios de matéria orgânica. Todo o material inspecionado foi recolocado no contêiner e lacrado pela Anvisa.

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