urbanismo

Tradicional mercado de São José à espera de anexo

Prefeitura do Recife anuncia que ampliação do centro comercial, prometida desde 2008, deve sair do papel até o fim deste ano

Rafael Carvalheira
Rafael Carvalheira
Publicado em 19/06/2012 às 21:20
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Sai ano, entra ano e o projeto da Prefeitura do Recife de construir um anexo do Mercado São José, no Centro da cidade, continua apenas na promessa. Desde 2008, já foram garantidos vários prazos para início da obra, mas as datas terminam sendo sempre adiadas. Ontem o prefeito João da Costa voltou a anunciar a execução do novo espaço, informando que as negociações com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), financiador do serviço, estão adiantadas.

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Mercado de São José - 19.6.2012

Nas próximas duas semanas acontecerão novas reuniões para definir os termos do empréstimo, no valor total de R$ 80 milhões. O dinheiro será utilizado também para a revitalização de importantes vias do Centro, como as Avenidas Guararapes e Dantas Barreto. A expectativa do executivo municipal é que a assinatura do convênio seja realizada ainda este ano.

O anexo do mercado vai ocupar quatro prédios do bairro de São José. As edificações são conjugadas, sendo duas voltadas para o Cais de Santa Rita (228 e 236) e duas com fachadas para a Rua da Praia (31 e 35). Para facilitar a locomoção de feirantes e clientes, estão previstos elevadores e escada rolante. Como a área é considerada de preservação, as fachadas serão mantidas. Internamente vão ser colocadas estruturas metálicas para atender os novos usos. A área do empreendimento é de 574 metros quadrados.

O arquiteto Romero Pereira, coordenador de Planejamento do Instituto Pelópidas Silveira, que acompanhou o processo de formulação do projeto, explicou que o custo previsto da obra, em valores calculados no ano passado, girava em torno de R$ 8 milhões. “Esses cálculos estão sendo refeitos e atualizados”, informou. Cerca de 140 comerciantes que hoje ocupam a rua em frente ao mercado serão transferidos para o novo espaço. A maioria é vendedor de ervas medicinais e produtos naturais. O anexo terá três pavimentos para o comércio e um quarto pavimento que será transformado numa praça da alimentação.

A favor ou contra, todos os comerciantes ouvidos pelo são unânimes no descrédito de que o projeto, tantas vezes anunciado pela prefeitura, saia do papel. “Já disseram que estava para sair a verba, com data para começar e tudo. E até hoje nada aconteceu. Só eu vendo para acreditar que isso realmente vai ser feito”, diz José Paulo da Silva Neto, 38.

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