saúde

Família acusa erro médico em morte de jovem no Otávio de Freitas

A mãe de Magno contou que o procedimento de gastrostomia durou 15 minutos e o médico chegou a admitir o erro

Do JC Online
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Publicado em 28/11/2013 às 10:15
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Atualizada às 12h01

O jovem Magno Barbosa Montenegro, de 24 anos, morreu na tarde da última quarta-feira (27), após passar por um procedimento cirúrgico no Hospital Otávio de Freitas, no bairro do Sancho, na Zona Oeste do Recife. O paciente deu entrada no hospital no dia 19 de novembro para realizar uma gastrostomia. Os familiares acusam o médico Eduardo Carvalho, responsável pelo exame, de ter errado. Ele chegou a ter alta e no dia seguinte precisou retornar à unidade, apresentando complicações pós-operatórias.

A mãe do jovem, Marta Campos Montenegro, e o pai, Rogério Carvalho, procuraram duas delegacias para registrar uma denúncia na manhã desta quinta-feira (28), mas não obtiveram retorno. Eles esperam que a queixa seja acatada pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

O Otávio de Freitas explicou que Magno era tetraplégico e se alimentava por vias nasais. O procedimento de gastrostomia iria permitir que o paciente se alimentasse por uma sonda conectada no abdômen.

Em nota, a direção do Otávio de Freitas lamentou a morte de Magno e declarou que o hospital tomou todas as medidas possíveis para garantir a vida do paciente. "No tempo em que passou pelo hospital, o paciente contou com equipe médica multiprofissional, equipamentos e medicamentos de última geração, além de ser assistido em uma Unidade de Terapia Intensiva", dizia a nota emitida pela assessoria da unidade. 

Solidário à família de Magno, o hospital se prontificou a esclarecer as dúvidas sobre o atendimento oferecido ao falecido. O comunicado dizia ainda que em suspeita de erro médico, deve-se procurar o Conselho Regional de Medicina (Cremepe), que tem a função de avaliar os procedimentos médicos, ou seja, se houve erro ou não, no caso.

A família, no entanto, alega que Magno nunca foi tetraplégico. Também contesta que a vítima não teve a assistência necessária, ficou em local inadequado para o tratamento e não recebeu medicação necessária para realizar o tratamento. "Usamos a UTI apenas no último dia, quando ele já estava praticamente morto", explicou Rogério Carvalho.

Marta contou que o procedimento durou 15 minutos e o médico chegou a admitir o erro. "Ele disse que tentou consertar o erro, mas que conserto foi esse que deu errado e veio a falecer meu filho?", questionou a mãe do jovem. Os pais acreditam que o médico não poderia mais atuar no hospital, para não comprometer outras pessoas. "Foi um simples procedimento. Assim que terminou, ele mandou meu filho para casa. Disse que estava tudo certo, mas ele errou", disse Marta, indignada.

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