Audiência Pública

Mobilização pelo Plano Diretor Cicloviário (PDC)

Documento elaborado há 19 meses previa 130 quilômetros de ciclovia até o final deste ano e nada foi feito

Margarette Andrea
Margarette Andrea
Publicado em 19/09/2015 às 7:09
Divulgação
Documento elaborado há 19 meses previa 130 quilômetros de ciclovia até o final deste ano e nada foi feito - Divulgação
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Elaborado há 19 meses, com a premissa de incorporar a bicicleta como meio de transporte na Região Metropolitana do Recife (RMR), o Plano Diretor Cicloviário (PDC) não avança. Para cobrar sua execução, cicloativistas estão se mobilizando, por meio das redes sociais, e prometem comparecer em peso à audiência pública que acontece na próxima quarta-feira (23) – dia seguinte ao Dia Mundial sem Carro – na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a partir das 9h, para discutir o tema com gestores do segmento do Estado e dos municípios.

“De acordo com o PDC, o governo do Estado deveria implementar 130 quilômetros de ciclovias até o final deste ano e não fez nada”, critica Cézar Martins, um dos coordenadores da Associação Metropolitana de Ciclistas do Grande Recife (Ameciclo). “Os municípios também não arcam com suas responsabilidades. O plano prevê para o Recife 90 quilômetros cicláveis até o final do ano, mas já vai fazer um ano que implantou sua última ciclovia”.

A entidade terá representante no encontro e uma das questões a serem levantadas é a necessidade de se executar a ciclovia da Avenida Caxangá, Zona Oeste do Recife, que deveria ter entrado em vigor junto com o corredor de BRT (ônibus de trânsito rápido). “O manual de BRT diz que é um erro implantar o corredor exclusivo sem ciclovia, pois os ciclistas tendem a usá-lo por se sentir mais seguro lá. Fizemos contagem na via, no início do mês. Mais de três mil ciclistas circulam por lá, diariamente, e 20% usam o corredor”, informa Cézar.

A gerente de ciclovias da Secretaria de Turismo do Estado, Rosaly Almeida, explica que o projeto da Caxangá está nas mãos da Companhia de Trânsito e Transporte do Recife (CTTU). “Ele só pode ser feito com autorização do município”, salienta. E afirma que o Estado não está parado. “Contratamos empresa para requalificação da ciclovia da PE-15 no ano passado e não demos ordem de serviço porque havia ocupação no trecho do município de Olinda e esse problema continua, mas estamos trabalhando para iniciar tanto essa obra quanto as ciclovias dos corredores Norte-Sul e Leste-Oeste”.

Conforme Rosaly, na próxima segunda-feira (21) haverá reunião para ser apresentado o custo e a viabilidade dessas obras. “Podemos ter novidades na audiência”, afirma. Ela informa que a implantação de estacionamentos de bikes nos terminais integrados, prevista no PDC, está prestes a entrar em vigor. E adianta que o programa de aluguel de bicicletas (o bike PE) deverá ser ampliado. “O contrato atual se encerra em maio e vamos lançar licitação no início do ano. A ideia é levar a rede até Igarassu. A PE-15 corta três municípios e é usada por muitos trabalhadores”. 

Em nota, a Prefeitura de Olinda disse estar realizando todas as ações necessárias ao projeto e que “as de retirada serão tomadas conforme o desenvolvimento da intervenção”. A CTTU não se pronunciou.

 

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