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Tecnologia no combate ao Aedes aegypti em Paulista

Moradores podem usar o smartphone para denunciar possíveis focos de dengue e acompanhar se a prefeitura atendeu solicitação

Cidades
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Publicado em 31/12/2015 às 6:04
Francisco Marques/ Divulgação
Moradores podem usar o smartphone para denunciar possíveis focos de dengue e acompanhar se a prefeitura atendeu solicitação - FOTO: Francisco Marques/ Divulgação
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Companheiro de todas as horas para milhares de pessoas, o smartphone tornou-se o mais novo aliado no combate ao Aedes aegypti – transmissor da dengue, zika e chicungunha – no município de Paulista, no Grande Recife. Por meio do aplicativo “Xô Aedes”, lançado nesta quarta, a população local poderá fotografar um possível foco, encaminhar a imagem com informação do endereço à Vigilância Ambiental e acompanhar a denúncia pelo site do app. A promessa é de que ela seja checada num prazo de três a sete dias.

Até então, as informações eram recebidas apenas por telefone (muitas vezes com endereço errado), ou durante as ações porta a porta. “O aplicativo vai agilizar o tempo entre a denúncia e a ação dos agentes”, destacou a secretária de Saúde, Fabiana Bernart. Segundo ela, o app tem GPS, facilitando a localização exata do ponto de foco.

Idealizado por uma empresa paraibana, o “Xô Aedes” pode ser baixado gratuitamente. Atualmente, ele só funciona no sistema Androide, mas deverá rodar nos celulares com sistema IOS a partir de 15 de janeiro. O usuário precisa fazer um breve cadastro, com nome, telefone e e-mail antes de registrar a denúncia.

“Além do aplicativo, que disponibiliza o status da demanda no visor do celular, o cidadão também pode acessar o site www.xoaedes.com.br para conferir se já atendemos sua solicitação”, frisou o superintendente de Vigilância em Saúde, Fábio Diogo.

MICROCEFALIA

Nesta quarta, a Folhapress publicou informação de que vários bebês com suspeita de microcefalia que saem do interior para fazer exames no Recife têm a anomalia descartada logo na medição da cabeça, que pode estar sendo feita errada na hora do nascimento. Diz a matéria que de dez bebês atendidos no Hospital Oswaldo Cruz nos dias 28 e 29, sete apresentaram evolução normal do perímetro cefálico (a suspeita surge quando ele é igual ou menor a 32 centímetros) sem nenhuma aparente alteração neurológica. “No entanto, por recomendação do Protocolo Clínico Epidemiológico para casos de microcefalia, todos foram encaminhados para fazer coleta de sangue e tomografia”.

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde informou que a medição é um parâmetro, mas “a confirmação ou descarte "só é feita após a realização de exames de imagem”. E lembrou que, anteriormente, a notificação era feita com perímetro encefálico abaixo de 33 centímetros, para evitar subnotificação. Dos 1.153 casos notificados até então, 89 (7,7%) foram confirmados e 42 (3,6%) descartados, estando os demais sob investigação.

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