Arena Porto

Manifestantes protestam em Porto de Galinhas contra a construção da Arena Porto

Grupo afirma que a área está numa macrozona de equilíbrio urbano-ambiental

JC Online
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Publicado em 13/11/2016 às 18:31
Foto: Reprodução/Facebook
Grupo afirma que a área está numa macrozona de equilíbrio urbano-ambiental - FOTO: Foto: Reprodução/Facebook
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Manifestantes contrários à construção da Arena Porto, em Porto de Galinhas, Ipojuca, no Grande Recife, fizeram um protesto na tarde deste domingo (13). O movimento fechou a via parcialmente e cobrou licença ambiental da obra. O bloqueio foi feito em um trecho da rodovia PE-09, me frente ao local da obra. O grupo fechou e liberou a via a cada cinco minutos. 

O empreendimento tem como um dos sócios o cantor Wesley Safadão. A obra está parada desde a última segunda-feira (7), quando a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) determinou uma paralisação cautelar de 48 horas e exigiu a apresentação de um documento que comprove a autorização para intervenções na área. Na quinta-feira (10), a CPRH considerou os esclarecimentos apresentados insuficiente e embargou a obra por tempo indeterminado, aplicando, ainda, uma multa no valor de R$ 600 mil, equivalente a quatro autos de infração, sendo dois referentes à supressão.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou à Secretaria de Meio Ambiente de Ipojuca a suspensão da construção até a concessão de nova licença ambiental. O empreendimento gerou grande repercussão nas redes sociais. De acordo com o movimento contrário à edificação e que organizou o protesto, a área está numa macrozona de equilíbrio urbano-ambiental (MEUA) e é uma área de preservação permanente (APP), o que proibiria qualquer intervenção na vegetação. Sendo um território de mangue, o solo não poderia ser impermeabilizado. 

 

Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Ipojuca afirmou que, segundo seu corpo de técnicos de peritos, não há irregularidades na Arena Porto. O comunicado, de autoria do engenheiro da Secretaria de Meio Ambiente de Ipojuca, Robson Calazans Pessoa, diz que "O Plano Diretor do Município do Ipojuca, passou por revisão recente, chamados ao debate os mesmos agentes que hora criticam o empreendimento, ressaltando a participação do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselho Municipal de Turismo, oficiados CPRH, Ministério Público dentre outros, e em nenhum momento, ouve um questionamento sequer sobre o uso permitido da ZEA".

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