Movimento nacional

Servidores da UPE decidem nesta quarta se participam de greve geral

Além da greve do dia 28, sindicato quer um dia de paralisação em maio por campanha salarial

Margarette Andrea
Margarette Andrea
Publicado em 18/04/2017 às 17:04
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Além da greve do dia 28, sindicato quer um dia de paralisação em maio por campanha salarial - Reprodução
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Servidores da Universidade de Pernambuco (UPE) se reúnem, às 9h desta quarta, na sede do sindicato da categoria para decidir se participam da greve geral que acontecerá em todo o País no dia 28. O movimento é um protesto contra a reforma da previdência, a reforma trabalhista e a lei que libera a terceirização de todas as funções. No dia 15 de março já houve paralisação semelhante.

“A direção vai levar indicativo de greve, com manutenção de apenas 30% dos serviços nos locais onde há pacientes, como manda a lei. Nos outros locais seria tudo fechado”, informa o presidente da entidade, Érico Alves. “Essa reforma iguala o tempo de serviço de homens e mulheres e 75% de nossa categoria é de mulheres”. Uma palestra sobre o tema será ministrada às 10h.

Com 3,9 mil servidores, a categoria também está em campanha salarial e o sindicato ainda apresentará proposta de paralisação no dia 24 de maio, para realização de uma passeata até o palácio do Governo. Segundo Érico, a proposta não é de aumento, mas de reenquadramento dos servidores pelo tempo de serviço.

PROPOSTA

“A proposta é a mesma de 2016. Nosso Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) está atrasado. Há pessoas com 39 anos de serviço recebendo como se tivesse 20 anos. Queremos o reenquadramento dos servidores pelo tempo de serviço e depois o governo faz a avaliação de desempenho”, informa o sindicalista. "Temos uma defasagem de mil servidores. Anunciaram concurso para 270, é pouco".

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