MARIELLE PRESENTE

Ato no Recife cobra justiça pela morte da vereadora Marielle Franco

Manifestação começou pacífica, mas, no final, seguranças usaram spray de pimenta para separar uma confusão

JC Online
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Publicado em 15/03/2018 às 17:44
Foto: Vinicius Sales/JC
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Centenas de manifestantes se reuniram, nesta quinta-feira (15), pelas ruas do Recife, em um ato de vigília pacífico em memória da vereadora do PSOL, Marielle Franco, assassinada a tiros na noite desta quarta (14). Ao final, já no Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo, um tumulto fez que seguranças usassem spray de pimenta nos manifestantes.

O ato teve início às 16h, na frente da Câmara dos Vereadores do Recife e seguiu até o Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco, no bairro de Santo Antônio. As paredes da Câmara foram pintadas com discursos de luta. Em um deles, havia o questionamento: "Quem matou Marielle?".

Ao chegarem na sede do governo, os manifestantes encontraram grades que os separavam da entrada do palácio. Alguns forçaram o gradil e seguranças do palácio usaram spray de pimenta para afastar os participantes. Os atos aconteceram em todo o País e foram organizados pelo partido da vereadora, o PSOL.

No Rio

No Rio, o corpo da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes chegaram, às 14h30 desta quinta (15) à Câmara Municipal, no centro do Rio, onde ocorreu o velório e depois seguiram para os sepultamentos. Com cartazes e faixas homenageando Marielle, os manifestantes pediam por justiça, gritavam o nome dela e, em seguida, respondiam: "Presente!".

Foto: Leo Motta/JC Imagem
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#MariellePresente

Marielle Franco, de 38 anos, vereadora filiada ao PSOL, foi morta a tiros na noite desta quarta-feira (14) dentro do carro em que seguia para casa. O ataque à Marielle ocorreu na Rua Joaquim Palhares, no centro do Rio. Ela voltava de um evento na Lapa, na mesma região, quando foi atingida. O homem que dirigia o carro que levava a vereadora também morreu baleado.

Marielle ficou conhecida como militante do movimento negro e de direitos humanos, com denúncias recentes de violência policial contra moradores de favelas no Rio. Até à 1h desta quinta-feira, a polícia não tinha esclarecido as circunstâncias do crime. Houve ao menos nove disparos e os criminosos conseguiriam fugir, sem levar nada - além de duas vidas.

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