FOGO

Incêndio florestal atinge área preservada de caatinga no Agreste

Uma grande área de preservação da caatinga, entre Pernambuco e Paraíba, foi afetada por um incêndio que ocorreu nessa quinta-feira (15)

Vitor Nascimento
Vitor Nascimento
Publicado em 16/11/2018 às 9:45
Foto: Arnaldo Vitorino/Projeto Bichos da Caatinga
Uma grande área de preservação da caatinga, entre Pernambuco e Paraíba, foi afetada por um incêndio que ocorreu nessa quinta-feira (15) - FOTO: Foto: Arnaldo Vitorino/Projeto Bichos da Caatinga
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Um incêndio florestal de grandes proporções atingiu a área de caatinga no final da tarde dessa quinta-feira (15) em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco. De acordo informações do Projeto Bichos da Caatinga, uma grande área de preservação entre o município pernambucano e a cidade paraibana de Barra de São Miguel foi atingida pelas chamas ainda durante a tarde.

Segundo Bruno Bezerra, coordenador do projeto, o fogo se alastrou por volta das 15h, atingindo uma grande proporção da região que é de mata nativa e preservada. “Assim que a gente soube, corrermos pra lá e começou uma grande mobilização para que o fogo não aumentasse ainda mais”, explicou..

Já no início da noite, o Corpo de Bombeiros de Toritama, bombeiros civis de Santa Cruz do Capibaribe, técnicos da Defesa Civil da Barra de São Miguel, juntamente com a mobilização de pessoas dos municípios vizinhos e do projeto, começaram os trabalhos para apagar o fogo. “Além dos bombeiros, uns três carros-pipas também auxiliaram no combate as chamas”, afirmou Bruno.

Após várias horas de trabalho, o incêndio foi controlado durante a madrugada desta sexta-feira (16). Ainda não se tem informações sobre o número de hectares destruídos pelo fogo na região.

Espécies

Bruno Bezerra explicou que a região enfrenta o sétimo ano consecutivo de uma das mais severas secas, o que aumenta o número de incêndios. “Vários fatores implicam pra que isso aconteça, como por exemplo, uma pessoa que passa pela área de preservação e joga fora uma ponta de cigarro. Aquele pequeno foco pode aumentar devido ao calor e ao fator da seca”, comentou.

Vários bichos que estão presentes naquela região, segundo o coordenador, podem ter sido afetados pelo fogo. Jaguatirica, gato-do-mato-pintado, tatu, tamanduá-mirim, entre outras espécies de cobras e aves, estão entre os animais que vivem naquela área.

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