HOLIDAY

Trabalho de desocupação do Edifício Holiday deve ser finalizado em até oito dias

O juiz Luiz Rocha, da 7ª Vara da Fazenda, avaliou o trabalho de integração realizado como exitoso e destacou a pacificidade na retirada

Thiago Cabral
Thiago Cabral
Publicado em 02/04/2019 às 18:54
Guga Matos/ Arquivo JC
O juiz Luiz Rocha, da 7ª Vara da Fazenda, avaliou o trabalho de integração realizado como exitoso e destacou a pacificidade na retirada - FOTO: Guga Matos/ Arquivo JC
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O juiz Luiz Rocha, da 7ª Vara da Fazenda, se reuniu com as forças de segurança envolvidas na remoção dos moradores do Edifício Holiday, em Boa Viagem, na tarde desta terça-feira (2). Junto com a Defesa Civil do Recife, a Guarda Municipal, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, o magistrado avaliou o trabalho de integração realizado como exitoso e destacou a pacificidade na retirada.

“A reunião foi de fechamento de operação, avaliação dos procedimentos adotados, e o que ainda falta ser feito para devolvermos o prédio para o próprio síndico. Ainda temos a cumprir a remoção dos materiais descartados, e deixar o prédio absolutamente desocupado”, explicou o juiz. Segundo ele, o trabalho de desocupação deve ser finalizado nos próximos oito dias. “Ai se inicia uma segunda fase que é o monitoramento e acompanhamento para saber que medidas o condomínio está tomando para devolver a habitabilidade do local”, pontuou.  

Para Rocha, o ponto forte da operação foi a maneira como as forças de segurança trabalharam em conjunto e de forma humanizada. “Com 25 anos de magistratura já fiz algumas desocupações e reintegrações, mas o brilho dessa operação está na integração das instituições e como trabalharam para dar resposta a justiça de forma humanizada”, salientou.”Houve a remoção de tantas pessoas sem nenhum atrito, nenhum conflito. E isso só foi possível com o uso de uma abordagem técnica e de uma atividade tão humanizada, com muito zelo profissional”, avaliou.

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Mesmo com a interdição e desocupação do Edifício Holiday emitida desde o dia 14 março, foram cerca de 10 dias até que os moradores deixassem o prédio. Construído em 1956, o imóvel de 17 andares e 476 apartamentos, chegou a abrigar cerca de três mil pessoas, acumulando problemas em sua estrutura, o que motivou a suspensão do fornecimento de energia elétrica por parte da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) uma semana antes da interdição. Segundo a ordem de desocupação, expedida pelo juiz Luiz Rocha,  da 7ª Vara da Fazenda, o valor para reestruturação elétrica beira os R$370 mil, já uma reforma estrutural completa chega na casa de R$ 1 milhão.

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