Religião

Exposição no Recife em homenagem a Nossa Senhora do Carmo

A mostra ficará em cartaz até setembro de 2019 no convento da Basílica de Nossa Senhora do Carmo

Da Editoria Cidades
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Publicado em 02/07/2019 às 12:20
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Fotos: Bobby Fabisak/JC Imagem
FOTO: Fotos: Bobby Fabisak/JC Imagem
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O centenário da coroação canônica da imagem de Nossa Senhora do Carmo, celebrado este ano no Recife, levou os frades da Província Carmelitana Pernambucana a vasculharem o baú de memórias da ordem religiosa. O resultado da pesquisa pode ser conferido na exposição de fotografias e documentos inaugurada na noite dessa segunda-feira (1º/07) para convidados e que ficará em cartaz para o público em geral desta terça-feira (02) até setembro de 2019.

Intitulada Rainha de Pernambuco – Uma memória da coroação canônica de Nossa Senhora do Carmo, a mostra ocupa uma sala no andar térreo do convento dos carmelitas, ao lado da Basílica de Nossa Senhora do Carmo, na Avenida Dantas Barreto, no Centro do Recife. O material selecionado relata a trajetória da ordem religiosa no Brasil, desde a chegada dos primeiros frades a Olinda, em 1580 (século 16), até os dias atuais.

Fotos: Bobby Fabisak/JC Imagem
A coroação canônica da imagem de Nossa Senhora do Carmo, no Centro do Recife, em imagens de 1919 - Fotos: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Exposição traz fotografias de benfeitores da festa da coroação canônica da imagem da virgem do Carmo - Fotos: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Carmelitas festejam em 2019 cem anos da coroação canônica da imagem de Nossa S. do Carmo no Recife - Fotos: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Quadro do vitralista Heinrich Moser retrata a coração canônica de Nossa Senhora do Carmo no Recife - Fotos: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Frei André Maria Prat, carmelita que esteve à frente do pedido de coroação canônica da santa - Fotos: Bobby Fabisak/JC Imagem

 

“Dentro dessa história vamos contar como se chegou a uma devoção tão significativa a Nossa Senhora do Carmo e à coroação canônica”, declara frei Cristiano Garcia, historiador da ordem carmelita e curador da exposição. A coroação canônica, explica o frade, é um privilégio dado pela Santa Sé a imagens veneradas por um grande número de fiéis. “Essa veneração contribui para o reconhecimento como rainha.”

Segundo frei Cristiano Garcia, em 1919, quando o papa Bento XV concedeu o título de Rainha do Recife e de Pernambuco à imagem de Nossa Senhora do Carmo do Recife, apenas outras quatro tinham a mesma distinção no mundo: Nossa Senhora de Lourdes (França), Nossa Senhora de Luján (Argentina), Nossa Senhora de Guadalupe (México) e Nossa Senhora Aparecida (Brasil).

“A coroação é fruto de uma manifestação do povo pernambucano, assim como a escolha como padroeira da cidade do Recife também veio de um pedido da população”, destaca o frade. Ele informa que a devoção à santa já existia na capital pernambucana e foi impulsionada por frei André Maria Prat (1872-1944), carmelita espanhol enviado ao Brasil para fazer a restauração física e espiritual da ordem religiosa, com a promoção de missas, novenas e procissões para a santa.

Festa

A exposição está inserida na programação da 323ª Festa de Nossa Senhora do Carmo do Recife, que começa no próximo sábado (06) e termina em 16 de julho, dia dedicado à santa. Até 15 de julho haverá visitações todos os dias, das 9h às 11h30; das 13h às 16h30; e das 18h às 20h. A partir de 17 de julho a mostra fica aberta de segunda a sexta-feira, das 9h às 11h30 e das 13h às 16h30, e aos sábados pela manhã. A entrada custa R$ 4 (preço único).

Os carmelitas selecionaram para compor a mostra fotos de igrejas e conventos de várias partes do Brasil; imagens da coroação canônica realizada em 21 de setembro de 1919 na frente da Faculdade de Direito do Recife (Centro da cidade); e fotos de benfeitores da festa, como o Barão de Casa Forte e Manoel Borba, governador de Pernambuco de 1915 a 1919.

Há, ainda, exemplares de jornais sobre o evento; um quadro do vitralista Heinrich Moser (1886-1947) retratando a coroação; e imagens dos símbolos da coroação canônica – as coroas e os escapulários de Nossa Senhora do Carmo e do menino Jesus, além do cetro, feitos com ouro e pedras preciosas. “Como sinal de devoção, famílias das mais simples às mais ricas doaram joias para a fabricação das coroas”, diz frei Cristiano.

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