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Mulher morta durante assalto a ônibus em Jaboatão dos Guararapes

Ela se negou a entregar os pertences e acabou baleada na cabeça

Do JC Online
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Publicado em 21/02/2013 às 0:17
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Atualizada às 7h48

Uma mulher foi morta durante um assalto a um ônibus que fazia a linha Barra de Jangada/Curado IV, na noite dessa quarta-feira (20), em Jaboatão dos Guararapes. Segundo informações da Polícia, dois homens entraram no coletivo em Barra de Jangada e, quando o coletivo passava pela BR-101, em Prazeres, a dupla anunciou o assalto e tomaram os pertences dos passageiros.

Suany Muniz Rodrigues, de 33 anos, não quis entregar os seus objetos e acabou sendo baleada por um dos bandidos na cabeça. Depois do disparo, os assaltantes desceram do ônibus e fugiram. A vítima ainda foi socorrida pelo motorista do ônibus para a UPA de Lagoa Encantada, mas não resistiu ao ferimento.

O motorista, que pediu para não ser identificado, também foi ameçado pelos assaltantes. “A ação durou cerca de três minutos. Também fui ameaçado pelos criminosos”, disse.

Suany Rodrigues trabalhava no Estaleiro Atlântico Sul, em Suape, e era estudante de Segurança do Trabalho. No momento do crime, estava voltando para casa, no Curado I, após o expediente.

DESABAFO - O pai de Suany, Antônio Rodrigues da Silva, conversou com a Rádio Jornal e expressou sua tristeza com a morte da filha. "Minha filha perdeu a vida por falta de segurança. Era uma boa menina, que tinha um bonito projeto de vida pela frente. Mas o que me deixa mais triste é lembrar que Suany deixou uma filha órfã de apenas 4 anos. Só peço forças a Deus e saúde para ajudar a criar minha neta".

Veja o depoimento do pai de Suany:

Segundo Antônio, Suany era "o ogulho da família". "Ela só me dava alegrias. Estava terminando a faculdade e tinha seu trabalho reconhecido em Suape. Na segunda-feira, falou que pretendia fazer pós-graduação." O senhor contou que soube da morte da filha pelo cunhado."A direção da UPA de Lagoa Encantada me ligou pedindo para que algum familiar comparecesse à unidade de saúde. Liguei para meu irmão e para o marido de Suany, porque ela sofria de pressão baixa. Quando eles souberam da notícia me telefonaram."

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