MORTE DE PROMOTOR

Falta de provas materiais no caso Thiago Faria incomoda cúpula da Polícia Civil

Chefe de polícia, Osvaldo Moraes, se reuniu com delegados que investigam assassinato do promotor Thiago Faria

Do JC Online
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Publicado em 24/10/2013 às 6:00
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Chefe de polícia, Osvaldo Moraes, se reuniu com delegados que investigam assassinato do promotor Thiago Faria - FOTO: Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
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Dez dias depois do assassinato do promotor de Justiça de Itaíba, Thiago Faria Soares, a cúpula da Polícia Civil de Pernambuco se deslocou até o interior do Estado para avaliar os passos da investigação do crime. Na manhã de quarta-feira (23), o chefe da Polícia Civil, Osvaldo Moraes, foi até o município de Arcoverde e se reuniu com delegados responsáveis pelo caso.

Além de traçar novas estratégias e definir responsabilidades, a reunião teria tido um caráter de cobrança, já que até agora a polícia não conseguiu prender o suspeito de ser o mandante do crime, o fazendeiro José Maria Pedro Rosendo Barbosa, nem localizar as armas e o veículo usado no crime, peças fundamentais para a investigação. À tarde, o delegado se reuniu com promotores do Ministério Público em Águas Belas, no Agreste pernambucano.

A reunião deveria ser secreta, sem a participação da imprensa. Inicialmente, estava prevista para acontecer na Delegacia de Águas Belas, mas devido à presença dos jornalistas na cidade, foi transferida para a 19ª Delegacia de Polícia de Arcoverde. Ao verem a imprensa no local, foi visível o descontentamento dos policiais, especialmente do delegado que preside o inquérito, Rômulo Holanda, que é titular de Arcoverde. Coube a Osvaldo Moraes conversar com os jornalistas, mesmo sem dizer muito.

O chefe da Polícia Civil desconversou sobre a possibilidade de estar cobrando mais agilidade e eficiência da equipe escolhida por ele para investigar o crime. "Nossa reunião teve como objetivo organizar a investigação e definir um reordenamento de funções da equipe que está à frente dos trabalhos. O delegado Rômulo Holanda continua presidindo o inquérito, com o apoio de outros cinco delegados", disse.

SILÊNCIO - O chefe da Polícia Civil confirmou que as investigações estão correndo em sigilo desde anteontem, independentemente de um posicionamento formal da Justiça. "Houve um entendimento entre os policiais e os promotores para isso e a determinação já está valendo", afirmou. Ontem, à noite, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) informou que o juiz Caio Neto, magistrado da Comarca de Itaíba e quem recebeu o pedido de sigilo feito pela polícia, decidiu que não cabe à Justiça determiná-lo. A decisão é da polícia.

 

Leia a matéria completa na edição desta quinta-feira (24) do Jornal do Commercio

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