MORTE DE PROMOTOR

Fazendeiro acusa Mysheva

Depoimento do homem suspeito pelo crime foi divulgado em vídeo, acusando noiva de promotor assassinado

 Samara Lopes e Jorge Cavalcanti
Samara Lopes e Jorge Cavalcanti
Publicado em 29/01/2014 às 5:46
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Cento e seis dias depois do assassinato do promotor de Itaíba Thiago Faria Soares, o fazendeiro José Maria Pedro Rosendo divulgou ontem novo vídeo. Em oito minutos e 46 segundos, o principal suspeito apontado pela Polícia Civil agora acusa abertamente a noiva do promotor, Mysheva Martins, de ter planejado o crime. Antes, só jurava inocência. Zé Maria de Mané Pedo está foragido desde o dia 14 de outubro, quando o carro em que o promotor, Mysheva e um tio dela estavam foi interceptado por outro numa estrada.

No vídeo obtido com exclusividade pela TV Jornal e repassado ao Jornal do Commercio, o fazendeiro diz que Thiago só parou o veículo que dirigia porque o de trás, um Corsa, cortou luz e Mysheva pediu para que desacelerasse. "Meu depoimento é muito importante para desvendar esse crime. Existe verdade que não foi relatada na polícia. Pessoas que conversaram comigo disseram que esse carro que vinha atrás deu sinal de luz. Ele parou porque ela mandou", diz ele.

Com o enquadramento da câmara só em seu rosto e vestindo uma camisa polo vermelha, José Maria diz ainda que, logo após o crime, My sheva Martins vendeu vacas do promotor, animais de alto valor de mercado, para pagar aos "pistoleiros" - na versão da noiva, o assassinato é praticado por um só homem, o agricultor Edmacy Cruz Ubirajara. "Essas verdades ela não fala. Como também (não fala) das 35 vacas que o promotor tinha na fazenda. Vacas de primeira linha, que custariam R$ 4 mil, R$ 5 mil. Na outra semana, as vacas foram vendidas. Alguém na região comenta que parte do dinheiro foi para pagar os pistoleiros."

José Maria é hoje um dos homens mais procurados em Pernambuco. Qualquer informação que leve a polícia ao seu encalço rende R$ 10 mil, pagos por meio do Disque-Denúncia. No vídeo, ele reclamou da força-tarefa montada para encontrá-lo. "Se o delegado manda um agente com uma simples intimação para eu comparecer na delegacia em meia hora, eu teria ido. Mas o que houve é que a mulher me ligou dizendo que a casa estava cercada. Uma operação de guerra que daria para prender 10 ou 20 terroristas da Al-Qaeda", disse.

Leia a matéria completa na edição desta quarta-feira(29) do Jornal do Commercio

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