Estelionato

Homem procurado pela polícia de Alagoas por estelionato envolvendo venda de minérios é preso em Olinda

A quadrilha conseguiu 10 milhões de reais em golpes

Do JC Online
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Publicado em 10/09/2015 às 13:52
Foto: Reprodução/ Internet.
A quadrilha conseguiu 10 milhões de reais em golpes - FOTO: Foto: Reprodução/ Internet.
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Na manhã desta quinta-feira foi apresentada, no Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (DEPATRI), a investigação que indicou Amadeu Delanhey Bertho da Silva, 42 anos, como integrante de quadrilha criminosa praticante de estelionato. Amadeu foi preso pela delegacia especializada em cumprimento de Mandado de Prisão Preventiva, enquanto saía de sua casa em Olinda, Região Metropolitana do Recife. O mandado foi expedido pela 17º Vara Criminal de Alagoas. 

Amadeu era procurado pela Polícia e Ministério Público de Alagoas por integrar organização estelionatária responsáveis por aplicar golpes milionários. De acordo com a informação passada pelo delegado responsável pela prisão do suspeito, a quadrilha teria se aproveitado de 8 vítimas roubando o equivalente a R$ 40 milhões. Nenhum pôde ser recuperado por que os pagamentos eram feitos para uma conta em Miami. 

A organização criminosa liderada por Álvaro Vieira de Melo, 32 anos, preso em flagrante desde julho do ano passado por estelionato, é acusada de exportação fraudulenta do minério tantalina, ingrediente para a construção de smartphones e tablets. Além disso, os integrantes da quadrilha são acusados de lavagem de dinheiro e falsidade de documentação.

CASO:

Segundo as advogadas das vítimas, Amadeu era responsável por atrair clientes para o falso negócio de venda de minerais para criação de aparelhos eletrônicos. De acordo com a advogada Nandízia Barbosa, que defende dois clientes, ele dizia fazer parte da empresa de fachada “Mineradora Minério”, que ficava no bairro do Vasco da Gama, Zona Norte do Recife. Foi assim que Amadeu conseguiu retirar R$ 400 mil reais da estilista italiana Gabriela Moraes Pascoaline. “Após conseguir o dinheiro, Amadeu sumiu. Quando apareceu, disse que o negócio não tinha dado certo e apresentou Álvaro para solucionar o problema” disse a advogada. Álvaro Vieira foi preso em flagrante no dia 21 de julho do ano passado no momento em que fechava um contrato de R$ 2 milhões com a estilista. 

Álvaro também é acusado de roubar R$ 2,5 milhões do empresário do ramo de fotografia Geremias Apolinário Leite, 50 anos. Desse dinheiro 1,5 milhões seriam para investir no festival de música no Recife em 2013, o King Festival.

A organização foi além das fronteiras. A advogada da empresa Coltan International Adriana Falavigna conta como Álvaro e Amadeu conseguiram levar 2 milhões de dólares da multinacional “Na primeira compra de 300kg de Tantalina, o matérial era de alta qualidade o que fez com que os investidores pusessem confiança na falsa empresa”. Mas ao decorrer do tempo, a qualidade do material caiu, ou não chegava na quantidade acordada. Alguns dos minérios apresentavam Urânio em composição, tornando o material em radiativo. “Eles exigiam adiantamento, se não divulgariam que a Coltan tem uma reputação de mal pagamento, como a empresa estava se preparando para instalar uma filial no nordeste brasileiro, aceitaram” disse a advogada. 

O delegado Mauro Cabral conta que 3 pessoas que pertencem à organização criminosa ainda estão foragidas, mas não terão suas identidades divulgadas para não interferir no decorrer das investigações. 

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