Investigação

Polícia pede mais prazo para concluir inquérito do Caso Itambé

Delegado disse que precisa aguardar o resultado da perícia tanatoscópica para determinar a causa da morte do jovem Edvaldo Alves

Ciara Carvalho
Ciara Carvalho
Publicado em 19/04/2017 às 7:01
Reprodução/Vídeo
Delegado disse que precisa aguardar o resultado da perícia tanatoscópica para determinar a causa da morte do jovem Edvaldo Alves - FOTO: Reprodução/Vídeo
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A Polícia Civil solicitou à Justiça a prorrogação do prazo para conclusão do inquérito que investiga a morte de Edvaldo da Silva Alves, 21 anos, atingido por uma bala de borracha disparada por um policial militar, no dia 17 do mês passado, em Itambé, na Zona da Mata do Estado. O delegado responsável pela investigação, Pablo Carvalho, alegou que precisa de mais tempo para anexar ao inquérito o resultado da perícia tanatoscópica, determinante para apontar a causa da morte da vítima. A solicitação foi encaminhada na última segunda-feira e será submetida à apreciação do Ministério Público Estadual.


Ontem, por meio de nota, a Secretaria de Defesa Social confirmou o pedido de prorrogação do inquérito. “Apesar de o prazo legal permitir mais 30 dias para a conclusão, o inquérito seguirá para o Ministério Público ainda este mês. Todas as testemunhas já foram ouvidas, algumas reinquiridas no processo, incluindo os dois PMs”, informou o comunicado, em referência ao capitão da Polícia Militar Ramon Tadeu Silva Cazé, que deu a ordem para o tiro ser disparado, e ao soldado Ivaldo Batista de Souza Júnior, que efetuou o disparo.


Na nota, a SDS diz que a Polícia Civil se solidariza com a família da vítima e com a população de Itambé. “E reafirma seu compromisso de esclarecer o caso, com seriedade e isenção, como é dever da polícia.”

DEMORA PARA CONCLUSÃO

A demora para conclusão do inquérito foi criticada pelo advogado da família de Edvaldo, Ronaldo Jordão. Ele afirma que, diante da gravidade do caso e da contundência das imagens que flagraram o momento da agressão ao jovem, a polícia já deveria ter dado uma resposta aos familiares e à sociedade.

“Não há razão para esse inquérito ainda não ter sido concluído. As provas são contundentes. Houve um homicídio e a autoria está claramente identificada. Queremos celeridade e transparência”, afirmou. Amanhã o advogado deverá apresentar à Procuradoria-Geral do Estado (PGE) uma proposta de indenização que deverá ser paga à família de Edvaldo. Ronaldo Jordão disse que só poderá se pronunciar sobre o valor que será solicitado após o encaminhamento do pedido à PGE.

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