IRREGULARIDADES

Polícia interdita fábrica de cachaça clandestina em São Lourenço

Segundo a Polícia Militar, pelo menos 15 mil litros da bebida falsificada foram encontrados no local

JC Online
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Publicado em 30/08/2018 às 14:29
Foto: Divulgação / PRF
Segundo a Polícia Militar, pelo menos 15 mil litros da bebida falsificada foram encontrados no local - FOTO: Foto: Divulgação / PRF
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A polícia fechou, no começo da tarde desta quinta-feira (30), uma fábrica clandestina de cachaça no bairro Marubara, à margens da BR-408, São Lourenço da Mata, no Grande Recife. Equipes da Polícia Militar (PM), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Civil e Ministério da Agricultura estiveram no local. De acordo com informações iniciais dadas pela polícia, na fábrica havia cerca de 15 mil litros de cachaça falsificada, pronta para ser comercializada. Os falsificadores usavam garrafas e lacres verdadeiros da empresa Pitú. Eles também usavam a marca para comercializar as bebidas.

As garrafas eram compradas em lixões, usadas. Depois eram lavadas, preenchidas com a cachaça falsa, rotuladas e lacradas. Os lacres que foram encontrados na fábrica eram novos, nunca utilizados. A polícia vai investigar o possível envolvimento de funcionários da Pitú no esquema de desvio de lacres para fábricas de falsificadores de bebida.

Crimes

De acordo com a polícia, a fábrica funcionava há pelo menos três meses. A bebida falsificada era distribuída nos municípios de Paulista e Olinda, ambos no Grande Recife. Um caminhão, que era usado nessa distribuição, foi apreendido. O proprietário da fábrica clandestina, cuja identidade ainda não foi divulgada, foi preso. Outros homens envolvidos no funcionamento do local também foram detidos.

Segundo dados da PRF, a fábrica era capaz de produzir e distribuir cerca de 150 engradados de bebida falsa semanalmente. O depósito e a fábrica foram fechados, as bebidas recolhidas e, os envolvidos, multados.

A Polícia Civil vai definir em quais crimes enquadrar os envolvidos na fabricação de cachaça falsa. O grupo pode responder por crimes contra a economia popular e contra a saúde pública. O Instituto de Criminalística (IC) vai periciar a bebida comercializada pelos falsificadores para saber com quais ingredientes ela era feita.

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