OPERAÇÃO FORGER

PF faz operação contra falsários e uma pessoa é presa em PE

A Operação Forger investiga crimes financeiros, falsificação de documentos públicos e comércio de cédulas falsas no Grande Recife

JC Online
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Publicado em 03/05/2019 às 9:28
Foto: Divulgação/Polícia Federal
A Operação Forger investiga crimes financeiros, falsificação de documentos públicos e comércio de cédulas falsas no Grande Recife - FOTO: Foto: Divulgação/Polícia Federal
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A Polícia Federal em Pernambuco deflagrou na última terça (30) a Operação Forger, que visa investigar crimes financeiros, falsificação de documentos públicos e comércio de cédulas falsas praticados na Região Metropolitana do Recife. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e um mandado de condução coercitiva nos nos municípios do Recife, Camaragibe, Paudalho, São Lourenço da Mata e Paulista.

Peculato e financiamento mediante fraude

O primeiro procedimento foi referente a investigação de concessões de financiamentos habitacionais com o uso de documentos falsos. A ação contava com participação de um gerente de banco, que, na época dos crimes, mantinha uma empresa no ramo de construção civil. No período de um ano, o grupo criminoso movimentou cerca de R$ 2,5 milhões. Nas buscas, foram apreendidos diversos documentos e inúmeros contratos de compra e venda de imóveis em Paudalho e Camaragibe. Não houve flagrante.

O crime de peculato prevê pena de dois a doze anos de reclusão, enquanto a obtenção de financiamento mediante fraude tem pena de dois a seis anos de reclusão.

Comércio de moeda falsa

O segundo caso que faz parte da Operação Forger diz respeito ao crime de comércio de cédulas, cartões e CNHs falsas. As cédulas eram vendidas por 1/10 do seu valor – por exemplo, R$ 1 mil reais falsos custavam R$ 100 verdadeiros – , enquanto o preço das CNHs variava de acordo com a categoria, sendo cobrados entre R$ 1 mil e R$ 4 mil. Paulo Fernando Araújo Neto, de 29 anos, que se denominava "Johnny Fake" nas redes sociais, é acusado de ser responsável pelas vendas. No momento das buscas em São Lourenço da Mata, foram apreendidos o celular do suspeito e pequena quantidade de maconha para consumo pessoal. O suspeito foi liberado.

Para o crime de comércio de moeda falsa está previsto pena de três a doze anos e multa. Os crimes de falsificação de documentos, preveem pena de dois a seis anos, além de multa.

Uso de documento público falso

Por fim, o terceiro desdobramento foi sobre a investigação do uso de vários passaportes e outros documentos falsos para ter acesso a vários países. Foi cumprido mandado de busca e apreensão e condução coercitiva contra o suspeito que costuma se apresentar como Clayton Eduardo França Silva, mas possui documentos também com os nomes de Paulo Eduardo Afonsin Neto, Vitorio Sforzza Giotto Filho, etc. Ele já residiu na Áustria, Portugal e Paris, tendo sido deportado ou inadmitido em outros países em virtude da prática de falsificação dos documentos. No seu histórico constam quatro boletins de ocorrência por envolvimento com pirâmide financeira nos estados de Sergipe, Acre, Tocantis e Goiás.

Nas buscas foram apreendidos talões de cheques, várias carteiras de identidades e de motorista em nome do suspeito, vários celulares, discos rígidos, pendrives, notebooks, além de um veículo. O suspeito foi autuado em flagrante por ter se apresentado para os policiais com uma identidade com nome falso. Após a autuação, teve prisão preventiva confirmada em audiência de custódia e logo em seguida foi encaminhado para o Cotel (Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna), onde ficará à disposição da Justiça Federal.

O crime de uso de documento público falso pode ter pena de reclusão de um a cinco anos, além de multa.

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