CARUARU

Mototaxistas cobram fiscalização da prefeitura contra clandestinos

Profissionais reclamam que poder público falha em coibir a atuação de motociclistas que transportam passageiros de maneira irregular

Pedro Romero
Pedro Romero
Publicado em 07/02/2014 às 18:50
Pedro Romero/Especial para o JC
Profissionais reclamam que poder público falha em coibir a atuação de motociclistas que transportam passageiros de maneira irregular - FOTO: Pedro Romero/Especial para o JC
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Mototaxistas estão revoltados com a falta de fiscalização contra a atuação de clandestinos no transporte alternativo desta cidade do Agreste. Representantes de três entidades da categoria se uniram para reivindicar aumento no número de agentes de trânsito da Autarquia Municipal de Defesa Social, Trânsito e Transportes (Destra). Cobram também redução do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotivo) e do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias)para a compra de motos. Na semana passada, eles fizeram protesto pelas ruas do Centro. De acordo com a prefeitura, existem cerca de 2,5 mil mototaxistas cadastrados em Caruaru.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Mototaxistas de Caruaru, Marcos Berto dos Santos, a principal reivindicação da categoria é o aumento da fiscalização contra os profissionais que trabalham irregularmente. “Isso só pode ocorrer com o aumento do número de agentes da Destra. Atualmente, são 12 por turno, o que é insuficiente para combater os clandestinos numa cidade grande como Caruaru”.

O presidente do sindicato denuncia que muitos desses mototaxistas compram coletes não oficiais na feira da cidade. Como muitos usuários não sabem diferenciar os coletes, acabam usando o transporte clandestino. Marcos Berto lembra que os coletes oficiais são numerados, têm a marca do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e, além disso, as motos e capacetes têm adesivos com os símbolos oficiais da prefeitura. Ouro problema, segundo ele, são pessoas que usam um colete preto, se dizendo motofretistas (que levam mercadorias), mas que acabam fazendo serviço de mototaxista.Além do aumento na fiscalização, o sindicato luta pela redução do valor do IPVA e do ICMS. Segundo Marcos Berto, essas e outras questões foram definidas na Conferência municipal de Trânsito e Transportes, realizada no segundo semestre do ano passado.

“Também ficou definida a instalação do motocímetro, equipamento similar ao taxímetro, mas até agora nada saiu do papel”, pontuou. As placas vermelhas, próprias para motos que fazem o transporte de passageiros, também só estão presentes em cerca de 40% das motos da cidade.

 

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