Contemporânea

Peça 'Carne ou Vodka' discute a banalização da violência

Trabalho estreia dia 8 de maio no Teatro Hermilo Borba Filho

Márcio Bastos
Márcio Bastos
Publicado em 06/05/2019 às 18:02
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Rogério Alves/Divulgação
Trabalho estreia dia 8 de maio no Teatro Hermilo Borba Filho - FOTO: Rogério Alves/Divulgação
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A banalização da violência e o desmonte da ideia do estado de bem estar social são os motes de Carne ou Vodka, criação coletiva dirigida, escrita e protagonizada por Hermínia Mendes, Daniel Barros e Eric Valença. A peça estreia amanhã, às 20h, no Teatro Hermilo Borba Filho.

Fruto de uma vontade do trio de atores de levar para os palcos angústias pessoais e coletivas, a montagem tem como ponto central o abuso. Na dramaturgia, o tema aparece sob diferentes aspectos, ativados a partir de três eixos: feminicídio, pedofilia e violência contra idosos vulneráveis.

“O tema é atual e universal. É um trabalho muito fresco, que a gente não sabe quais serão os desdobramentos futuros, até porque está aberto a modificações. É um trabalho forte por estarmos vivendo esta banalização da violência. Agora, tudo piorou com este governo que ataca diariamente a educação e arte. Sem esses dois elementos o espetáculo se torna, de fato, a violência”, pontua Eric.

IMERSÃO

Por se tratar de um tema complexo e incômodo, a encenação é igualmente perturbadora. A intenção é que o espectador não saia incólume. Os corpos dos atores estão em estado de constante vulnerabilidade (e agressividade).

“Queremos que o espectador saia mexido, com um olhar mais cuidadoso para as vivências dos outros. Em briga de marido e mulher se mete a colher, sim, para evitar uma morte. É preciso olhar para a vulnerabilidade das crianças, dos idosos, enfim, é preciso estar disponível para a dor do outro”, reflete.

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