Museu Murillo La Greca

Heitor Dutra apresenta sua primeira exposição individual

Artista abre a mostra 'Escola de Artes Aplicadas' dia 10 de setembro

Márcio Bastos
Márcio Bastos
Publicado em 10/09/2019 às 14:13
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Aline Mariz/Divulgação
Artista abre a mostra 'Escola de Artes Aplicadas' dia 10 de setembro - FOTO: Aline Mariz/Divulgação
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Heitor Dutra abre sua primeira exposição individual hoje, às 19h, no Museu Murillo La Greca. Intitulada Escola de Artes Aplicadas, reúne cerca de 12 trabalhos inéditos, produzidos a partir de uma parceria com o artista e curador da mostra, Daniel de Andrade Lima, aprofundando e expandindo a pesquisa do artista visual, com ênfase no corpo, no movimento, na poética queer e nas possibilidades da fusão pintura com a colagem.

Nos quadros de Heitor, o figurativismo aparece com muita força, assim como a ideia de colagem. As várias referências do artista visual são atravessadas pela cultura pop, o homoerotismo e suas reflexões sobre o universo da arte.

“Tenho um interesse muito forte nas artes decorativas, aplicadas, com imagens de ornamentos, flores, enfim, ligadas à decoração. Gosto de pensar na hierarquia que se cria do ponto de vista canônico, colocando a pintura como o ápice e as artes decorativas como algo menor. Isso me interessa”, explica o artista.

Heitor conta que a exposição é a culminância de um processo intenso que ele classifica como de “autoexílio” e que será analisado no seu projeto de mestrado. Até domingo, ele estava trabalhando nas obras. Além dos inéditos, também estarão expostos quadros anteriores do artista.

TROCAS ARTÍSTICAS

A parceria entre Heitor e Daniel já vem de algum tempo. Ambos trabalharam juntos como performers no grupo UM Coletivo e foi a partir de uma provocação de Daniel que o artista visual começou a construir sua primeira individual. A partir de trocas de referências e de uma série de conversas, Daniel assumiu a curadoria e também o papel de colaborador como modelo vivo das obras, propondo outras possibilidades de criação a partir de suas composições de corpo.

“O processo resultou em duas formas de eu aparecer nas paredes da galeria: com o corpo nu e com único texto verbal da galeria. Foi uma experiência interessante porque a partir das nossas trocas, das minhas sugestões, eu comecei a repensar o meu próprio corpo”, aponta Daniel.

Na próxima segunda (16), a exposição contará com uma sessão aberta de desenho de modelo vivo, com o Risco!, grupo de desenho e performance. No encerramento da mostra, dia 28, haverá uma roda de conversa com a professora Oriana Duarte, do Programa de Pós-Graduação em Design da UFPE, o artista e Daniel de Andrade Lima.

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