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BarChef inaugura ambiente de inspiração francesa

Brasse é o nome do restô informal onde a bebida é tão importante como a comida

Bruno Albertim
Bruno Albertim
Publicado em 30/10/2015 às 6:17
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    Em Paris, as brasseries são a versão “duas doses acima do resto da humanidade” em relação aos bistrôs. Informais como esses pequenos restaurantes familiares, com cardápio tão tradicional que poderia estar talhado em pedra, as brasseries são lugares onde, tanto quanto comer, somos instigados a beber - e não apenas o vinho do cotidiano francês, mas a boa cerveja tirada da torneira. Inspirado nesses ambientes francófilos, o BarChef de Casa Forte acaba de inaugurar seu mais novo ambiente.


    Nos fundos do Casarão da Avenida 17 de Agosto, um dos corredores da delicatessen daquele complexo gastronômico foi convertido no Brasse. Uma brasserie bem moderninha: iluminação difusa, elementos cotidianos com tratamento de design, como o balcão de caixotes, móveis confortáveis e música vibrante - que poderia ser um tiquinho mais baixa para facilitar as conversas, mas está no volume adequado de quem quer apenas aquele papo cheio de descontinuidades da noite.


    Sim, é um lugar informal e sofisticado em que podemos beber sem complicação. Para os paladares mais quilometrados, há uma série de cervejas especiais - rótulos mais acessíveis ou de preços até superiores aos de alguns vinhos. A cada dia, há uma bebida em oferta - como o chope Amstel ou taças de vinho em clone. Lacuna na cidade, a casa oferece uma variedade até extensa de vinhos e espumantes em taças, com preços realmente confortáveis (um tinto leve por até menos de R$ 10).


    O cardápio é um misto do melhor da botecagem daqui com a brasseragem de lá: ao lado de crepes, saladas e tartares, coxinhas, pasteis e caldinhos (o de salmão é de impressionar). O tartar de salmão, um pouco mais untuoso pela presença de abacate, é divinoso. Mas, além da França e do Brasil, o chef Miguel Castillo imprime muito, mas muito de sua origem argentina no cardápio que herdou para reformular da (sempre técnica e criativamente impecável) chef Raline Aragão, atualmente numa temporada fora do país. Da época de Raline, restam as maravilhosa minicoxinhas recheadas com carne de pato bem suculenta (R$ 20/6 unidades). A sessão de bons queijos curados e embutidos é também de nos distrair por um bom tempo. E os sanduíches, cortadinhos para petisco, inclui um de queijo de cabra (R$ 28).


    Mas a onipresença das fritas (fininhas, palito, não rústicas) torna os pratos, quando em sequência, meio monótonos - tanta fritura acaba cansando o paladar, sobretudo porque alguns dos itens irresistíveis já estão fritos, como as ótimas milanesas, de vitelo ou porco, empanadas, o bife aberto fininho, à maneira argentina. Confort e francesinha é a omelete de queijo com azeite trufado (R$ 20).


Brasse, no BarChef. Rua 17 de Agosto, 1893, Poço da Panela, Recife. F.: 3204-8500.

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