CINEMA

Curta Olhos de botão ganha sessão no Cinema São Luiz

Filme de Marlom Meirelles será exibido às 19h30 desta segunda-feira (8/12)

Ernesto Barros
Ernesto Barros
Publicado em 08/12/2014 às 10:54
Divulgação
Filme de Marlom Meirelles será exibido às 19h30 desta segunda-feira (8/12) - FOTO: Divulgação
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Uma menina encontrada no meio do mato desencadeia uma série de mudanças na rotina de um casal de idosos. Acostumada à solidão e enciumada da relação do marido com a menina, a idosa faz de tudo para separá-los. Este é o ponto de partida do curta-metragem pernambucano Olhos de botão, de Marlom Meirelles, que ganha pré-estreia nesta segunda-feira (8/12), às 19h30, no Cinema São Luiz. A entrada é gratuita.

Natural de Bezerros, Marlom graduou-se em cinema digital pela Maurício de Nassau. Depois de fazer vários curtas com pouco dinheiro, pela primeira vez conquistou recursos para uma produção nos moldes profissionais. Com um orçamento R$ 120 mil – composto por R$ 70 mil do Edital do Audiovisual/Funcultura, uma parte da prefeitura local e outra do próprio bolso –, Marlom teve como contratar bons técnicos, uma atriz profissional e dá um bom acabamento ao filme.

Flertando abertamente com o cinema de gênero, Olhos de botão se filia às histórias que costumam ser contadas por moradores de comunidades isoladas. Com seus grandes olhos, a menina Eduarda Andrade – selecionada em Bezerros, onde o filme foi gravado – é bastante expressiva. 

Mas o grande chamariz do filme é a presença da atriz paraibana Zezita Matos, que faz a idosa Dora. “Eu já a conhecia dos filmes de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes. Ela se apaixonou pelo personagem, principalmente porque Dora era muito diferente dela”, explica Marlon. O personagem do homem é vivido pelo ator Beto Aragão, da cena teatral de Caruaru.

O local onde Olhos de botão foi filmado, em Serra Negra, zona rural de Bezerros, é um personagem à parte. O fotógrafo Ivanildo Machado tira bastante proveito das locações, principalmente nas cenas noturnas. Por sinal, outros artistas gabaritados trabalharam no filme, como o diretor de arte e figurinista Beto Normal e o montador João Maria.

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