ENTREVISTA

Tilda Swinton: Quadrinhos são uma coleção de mitos para gerações

Atriz falou sobre seu papel em 'Doutor Estranho' e preferências quando o assunto são filmes fantásticos

Mariane Morisawa, especial para a AE
Mariane Morisawa, especial para a AE
Publicado em 01/11/2016 às 9:25
Marvel/Divulgação
Atriz falou sobre seu papel em 'Doutor Estranho' e preferências quando o assunto são filmes fantásticos - FOTO: Marvel/Divulgação
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AE - Você se divertiu muito rodando o filme. Mas não é seu tipo de produção habitual.

Tilda Swinton - Não sei por que todo o mundo fica tão surpreso que sou uma fã da Marvel! Por que eu não seria? Sempre fui fã. 

AE - Muita gente ainda considera esses filmes e os quadrinhos só como entretenimento leve.

Tilda - Acho que isso é um mal-entendido do que são essas obras. Eles são uma coleção de mitos para gerações inteiras. Sempre tive interesse em ficção científica. Suponho que, se a pessoa não tem interesse em ficção científica, ela não sabe como pode ser poderosa. Mas acho engraçado que os filmes sejam vistos como fáceis. Claro, alguns deles podem ser, entendo que possa haver um cansaço em relação a eles. 

AE - Como fã de fantasia, você gosta de Game of Thrones

Tilda - Não! Talvez devesse ter persistido, mas não me pegou. Existe toda uma estética que não funciona para mim. Não sou fã de O Senhor dos Anéis, nem de Game of Thrones, nem de Dungeons & Dragons. Vivo com pessoas fiéis a essa religião. Mas não sou dessa igreja.

AE - Originalmente a personagem era homem. Como vê isso?

Tilda - Acredito quando o estúdio diz que quer mais diversidade. O Pantera Negra vem aí. Capitão Marvel vai ser uma mulher. Originalmente, era um homem, e Scott Derrickson queria que fosse uma mulher. Fico feliz que ele tenha pensado assim.

ORIGEM

AE - É decepcionante quando criticam o fato de sua personagem não ser de origem asiática, como nos quadrinhos?

Tilda - No filme, nunca ia ser um homem asiático, porque o diretor não queria perpetuar esse estereótipo, do oriental entregando a sabedoria para o herói branco. Ele tentou imaginar como uma mulher asiática, que terminava sendo um estereótipo também, da oriental misteriosa.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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