FUNDAJ

Kleber Mendonça Filho se pronuncia sobre mudança no Cinema da Fundação

Cineasta afirma que respeita a trajetória de Ana Farache, mas acredita que Luiz Joaquim deveria ser promovido ao cargo

JC Online
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Publicado em 16/01/2017 às 12:01
AFP Photo/Thibault Camus
Cineasta afirma que respeita a trajetória de Ana Farache, mas acredita que Luiz Joaquim deveria ser promovido ao cargo - FOTO: AFP Photo/Thibault Camus
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O anúncio de que a jornalista e fotógrafa Ana Farache  será a nova coordenadora do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), cargo antes ocupado pelo cineasta Kleber Mendonça Filho, já começa a repercutir entre a classe artística. O próprio Kleber Mendonça, que pediu a exoneração em outubro de 2016 e foi anunciado como novo curador do Instituto Moreira Sales (no Rio de Janeiro e em São Paulo) em dezembro, publicou uma nota sobre o assunto.

O cineasta pernambucano afirma que teve uma boa relação de trabalho com o atual presidente da Fundaj, Luiz Otávio de Melo Cavalcanti, e que entende e respeita a trajetória de Ana Farache na área de cultura, mas considera que o crítico e curador Luiz Joaquim, que trabalha há 15 anos na Fundaj, deveria ter sido promovido ao cargo. 

NOTA

Confira a nota publicada por Kleber Mendonça Filho: "Ao me desligar da Fundação, para mim só existia uma única opção no sentido de o trabalho no Cinema da Fundação ter continuidade: Luiz Joaquim ser promovido, honrando os 15 anos de serviços incríveis prestados à Fundacao Joaquim Nabuco. Em segundo lugar, trazer alguém novo, jovem, para ser formado e ocupar a posição que Luiz hoje ocupa. Recife é terreno fértil na area de cinema, difícil seria escolher entre tantas opções. Nesses anos, eu sempre tive Luiz como um colaborador de primeira grandeza sem nunca me impor como chefe ou exigir hierarquias, mas oficialmente ela existia. Com a minha saída, ele deve passar a ocupar o meu lugar, natural e justamente. Luiz é não apenas uma pessoa de cinema, mas um servidor exemplar em cargo comissionado que dá orgulho ao serviço público, já proficiente nas peculiaridades dessa instituição federal. Ele deve ser estimulado pois o trabalho realizado no Cinema da Fundação foi todo construído no amor pelo próprio cinema".


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