Abertura

Fenearte - Chega de espera

Começa nesta quinta a maior feira de artesanato da América Latina

Carol Botelho
Carol Botelho
Publicado em 01/07/2015 às 23:04
Foto: Divulgação
Começa nesta quinta a maior feira de artesanato da América Latina - FOTO: Foto: Divulgação
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Nesta quinta-feira, a partir das 14h, começa a 16ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato, a maior feira de artesanato da América Latina. O evento enche os olhos de amantes do artesanato e da arte popular e reafirma o objetivo de informar ao grande público e ao próprio artesão o valor que o artesanato tem. “Não só visamos a comercialização, mas também a qualidade do produto, estimulando a criação e o conhecimento por parte do consumidor”, define a coordenadora do Programa de Artesanato de Pernambuco, Célia Novaes.

Até o dia 12, o Pavilhão do Centro de Convenções, em Olinda, proporciona ao público (expectativa de 320 mil visitantes ao longo desses 11 dias) uma oportunidade única de fazer uma viagem panorâmica a partir das melhores obras e dos produtores de todas as regiões de Pernambuco, do Nordeste, do Brasil e de países de todos os continentes. São mais de cinco mil expositores, incluindo a ala internacional, que traz países debutantes como Coreia do Sul, Estados Unidos, Fiji, Inglaterra, Kwait, Somália e Tanzânia. “Este ano 51 países estarão presentes. O exótico é muito procurado pelos visitantes”, justifica o coordenador da Fenearte, Thiago Ângelus. 

Mas quem recebe o visitante logo na porta de entrada é Pernambuco, representado pelos seus nomes mais ilustres: os mestres. Eles são chamados assim porque não aprenderam simplesmente a manusear uma matéria-prima, mas criaram uma identidade única, que retrata o seu repertório interior e o lugar de onde vieram. E ainda transmitem aos familiares e discípulos a técnica que dominam, para que outros também possam desenvolver um trabalho autoral e viver desse ofício. Nesta edição, a feira espera movimentar R$ 40 milhões. Nada mal em tempos de crise no País. 

Também é tradição da Fenearte prestar homenagem a grandes nomes da cultura popular, estejam eles diretamente ligados à produção artesanal visual ou não. Este ano é a vez de Mestre Nuca, de Tracunhaém, e de Lourival Batista, de São José do Egito. O primeiro é facilmente identificado pelos seus leões de cerâmica com cabelinhos cacheados. Já o repentista Louro do Pajeú é conhecido como o rei dos trocadilhos. Não à toa, o tema da feira é O encontro do barro com a lírica do Sertão, na homenagem ao Mestre Nuca e ao Louro do Pajeú. 

Os dois artistas populares estarão presentes na Galeria de Homenageados, situada no mezanino, com várias obras de Mestre Nuca, além de ações interativas como jogo da memória, vídeos, fotos e um mini-cinema. Como Mestre Nuca é Patrimônio Vivo, o espaço resolveu homenagear outros patrimônios vivos pernambucanos da área do artesanato, como Dila, J.Borges, Manuel Eudócio, Zé do Carmo, José Costa Leite, Zezinho de Tracunhaém, Maria Amélia, Lula Vassoureiro e Ana das Carrancas.

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