Pela sétima vez, A Usurpadora será exibida no SBT

Clássico dramalhão mexicano das gêmeas que trocam de lugar está de volta na emissora de Silvio Santos

Foto: SBT/Divulgação
Clássico dramalhão mexicano das gêmeas que trocam de lugar está de volta na emissora de Silvio Santos - FOTO: Foto: SBT/Divulgação

A novela mexicana A Usurpadora (1998) será exibida pela sétima vez no SBT. A nova reapresentação começará em 7 de novembro, às 13h, por decisão de Silvio Santos. A emissora começou a divulgar as primeiras chamadas na noite desta segunda (31). Com a reprise, o Bom Dia & Cia., programa infantil apresentado por Silvia Abravanel, será encurtado.

"Um grande sucesso é para sempre. A Usurpadora vai roubar seu coração mais uma vez", diz o locutor do SBT na chamada da reapresentação. O horário da reprise, 13h, é reservado para a programação local das afiliadas do SBT (Recife, por exemplo, não verá a reprise). A novela deverá anteceder o Fofocando, que começa às 14h15.

Com a sétima exibição, A Usurpadora se torna, ao lado de Maria do Bairro (1995), a novela mais reprisada no Brasil. Em terceiro lugar, está Chispita (1982), com cinco reprises no SBT e uma na CNT, de acordo com o portal UOL.

CONFIRA CINCO MOTIVOS PARA ASSISTIR A SÉTIMA EXIBIÇÃO DE A USURPADORA:

1) É um clássico da dramaturgia mexicana no Brasil, mas com origem venezuelana

Muito antes da trama chegar no Brasil, La Usurpadora nada mais é que um segundo remake de uma novela homônima, que foi ao ar pela primeira vez em 1972 na Venezuela, escrita pela cubana Inés Rodena. A primeira versão da Televisa para essa novela foi feita em 1981 com o título de El Hogar Que Yo Robé (O lugar que eu roubei).

Já a versão que nós conhecemos foi adaptada por Carlos Romero, com produção de Salvador Mejía e direção de Beatriz Sheridan e Nathalie Lartilleux. Com 102 capítulos, La Usurpadora foi exibida em 1998 e estreou pela primeira vez no Brasil no dia 22 de junho de 1999.

Segundo a protagonista Gabriela Spanic, foram dez meses de produção, com toda a equipe gravando 15 cenas por dia em 14 horas diárias de trabalho. A Usurpadora também foi gravada em várias locações como Cancún, Cidade do México, Cuernavaca, Monterrey, Acapulco, Mônaco, Paris e Havaí.

2) Temas de abertura inesquecíveis

Uma das coisas que chamam atenção em A Usurpadora é o seu tema de abertura. Na versão mexicana, a canção La Usurpadora foi interpretada pelo trio feminino mexicano Pandora, formado pelas cantoras Isabel Lascurain, Mayte Lascurain e Fernanda Meade.

A letra falava exatamente de alguém que chegava “com um disfarce” e conquistava um espaço e, claro, um amor. Na abertura, você via exatamente um resumo de toda a trama, que praticamente acompanhava a música. Porém, na sua primeira exibição no Brasil, não ouvimos a voz do grupo Pandora. O SBT resolveu escalar o cantor Paulo Ricardo para interpretar uma regravação de Sonho Lindo, um grande sucesso de Roberto Carlos.

A letra em português não era tão objetiva como a original, mas também não fugia completamente da história da trama. Mesmo assim, os telespectadores brasileiros só ouviram a abertura brasileira na sua estreia, pois em todas as reprises começou a tocar a canção correta. Mas tanto uma quanto a outra soavam boas de ouvir.

3) A mansão da Família Bracho é confusão do início ao fim

Além da história principal da troca de identidade da pobre Paulina Martins ao se passar pela rica e ambiciosa Paola Bracho, a mansão da Família Bracho é um caso a parte. Sendo o principal núcleo da novela, os personagens mais marcantes (além das protagonistas) estão por lá. Na sinopse, Paola é esposa de Carlos Daniel Bracho (Fernando Colunga), que se casou apaixonada. Mas devido a ausência do marido, torna-se infiel.

Na realidade, Carlos Daniel é um milionário quase falido que está em seu segundo casamento e possui dois filhos: a esperta e encantadora Lizete (María Soler) e o rebelde e problemático Carlinhos (Sergio Miguel). Ardilosa, Paola também mantém um caso extraconjugal com o cunhado, o inescrupuloso Willy (Juan Pablo Gamboa), casado com a atormentada e fanática Estephanie Bracho (Chantal Adere), uma mulher amargurada, ressentida com a vida e que se veste de forma horrível!

Para piorar, ela ainda alcooliza a sua sogra, a Vovó Piedade Bracho (a diva Libertad Lamarque), e mal educou os seus enteados. Isso sem falar da empregada Lalinha (Paty Díaz) e a governanta Adelina (Magda Guzmán), que sempre estão envolvidas de alguma forma nos escândalos dessa família em ruínas.

4) Uma novela que tem até spin-off

Para quem não acompanha a novela (ou não percebeu durante as suas reprises), A Usurpadora tem até uma continuação. Originalmente, ela foi chamada de Mas Allá de La Usurpadora, sendo traduzida aqui no Brasil como Além da Usurpadora.

Um diferencial que nunca chegou no Brasil é que neste spin-off, o ator Fernando Colunga (que fazia o Carlos Daniel) cantava o tema de abertura, uma versão masculina de La Usurpadora. Este especial tinha apenas dois capítulos no México. No Brasil, ele foi dividido em até três episódios.

A equipe de produção era praticamente a mesma, mas a vilã agora era outra: a personagem Raquel, interpretada por Yadhira Carrillo. A história se passa um ano depois do fim da história original.

Na sinopse, a trama se inicia quando Paulina vai ao médico pegar o resultado de seu 'check-up'. Ela descobre que está com câncer terminal e que só lhe restam 6 meses de vida. Paulina não conta a ninguém sobre sua doença e começa preparar uma nova Senhora Bracho para ser esposa de Carlos Daniel. Além da Usurpadora foi exibida em quatro ocasiões no Brasil: em 1999, na primeira reprise da novela em 2001, na quarta reprise em 2013 e na reprise de 2015.

5) O mito Paola Bracho

É mais que necessário destacar esta personagem. Pois bem antes de nos empolgarmos nas novelas brasileiras com grandes vilãs como Nazaré (Renata Sorrah, em Senhora do Destino), Flora (Patrícia Pillar, em A Favorita) e Carminha (Adriana Esteves, em Avenida Brasil), os fãs de A Usurpadora insistem em rever a novela por causa dela: a vilã Paola Bracho.

A “gêmea má” da trama mexicana acabou caindo no gosto do público brasileiro pelo sarcasmo, o modo desenfreado de ver a vida e, principalmente, pela classe que ela insistia em preservar (mesmo sendo mais baixa que uma pessoa ruim pode ser!).

Mas também há outra teoria do sucesso da diva má de Gabriela Spanic: a dublagem brasileira! E neste caso, é necessário fazer justiça à sua dubladora Sheila Dorfman [do estúdio carioca Herbert Richers], pois ela foi responsável por traduzir para os telespectadores a risada escandalosa, a frieza e a voz ora debochada ora sensual dessa personagem ímpar.

 

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