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Mia Couto e Agualusa encantam plateia na Fliporto

Autores conversaram sobre relação com o Brasil e a produção das duas obras para um auditório quase lotado

Do JC Online
Do JC Online
Publicado em 17/11/2012 às 13:16
Tom Cabral/Divulgação
Autores conversaram sobre relação com o Brasil e a produção das duas obras para um auditório quase lotado - FOTO: Tom Cabral/Divulgação
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Mia Couto provou ser a verdadeira celebridade literária de Fliporto 2012. Se Maria Bethânia, Christiane Torloni e Lucélia Santos atraem atenção por seu percurso fora dos livros, o autor moçambicano conseguiu quase lotar a tenda principal do evento na sua mesa na manhã de sábado (17/11), às 10h - horário ingrato, como provou a abertura no dia anterior, que nem chegou perto de encher metade das cadeiras. Na ocasião, ele conversou descontraidamente com o escritor angolano José Eduardo Agualusa.

Ambos destacaram sua relação com o Brasil, País em que se sentem em casa. "O que nos separa e nos une é muito mais do que a língua", comentou Mia Couto. Para Agualusa, autores como Gabriel García Márquez e Jorge Amado dialogam com a vida angolana. "Quando alguém me perguntou como era ser estrangeiro por aqui, achei muito estranho", relatou o autor, que lança na Fliporto seu novo livro, Teoria geral do esquecimento.

De bom humor, os dois comentaram também o fato de já terem sido várias vezes confundidos. Mia Couto ainda confessou que bebeu na sua infância para ser um escritor, no fato dos seus pais gostarem de contar histórias para ele. "Não eram fantásticas as histórias, tanto que não me lembro delas, mas sim a fascinação que o contar exercia em mim". Logo após a mesa, Mia Couto foi a tenda de autógrafos assinas volumes do seu novo romance, A confissão da leoa - junto com Agualusa, ele ficou duas horas atendendo o público. A fila dava voltas nos corredores da Feira do Livro, provando que era o moçambicano foi o verdadeiro popstar literário da Fliporto.

 

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