festejos juninos

Zeca Viana apresenta Psicotransa no Arraial da Moeda

Músico lança o disco em formato físico e apresenta novas músicas durante show neste sábado

Do JC Online
Do JC Online
Publicado em 22/06/2013 às 6:17
Leitura:

A técnica é de desdobramento da consciência e regressão da memória. O calmante, vinha em um LP de auto-indução produzido pelos laboratórios Roche. E quem conta a história é o músico pernambucano Zeca Viana, ex-baterista da Volver, que decidiu homenagear o Psicotranse em seu novo álbum, lançado virtualmente na última sexta-feira (7).  "Sempre achei incrível esse LP, e quis fazer uma brincadeira com o nome transformando em Psicotransa", explica.

Psicotransa é o segundo álbum da carreira solo do músico, que sucede o disco de estreia Seres Invisíveis, lançado em 2009, e foi gravado em São Paulo, no estúdio Casa do Mancha, em setembro do ano passado. Apenas as faixas Quintal atemporal, Quintal sideral e Arqueologias na Rua Tanabi foram gravadas em outro estúdio, o do Quintal Sideral, a.k..a própria casa de Zeca Viana. A escolha por gravar na pauliceia foi, segundo o músico, natural, tendo em vista que ele ainda morava na cidade. "Morando em São Paulo, reivindiquei de forma artística a cidade e acho que ela respondeu colocando grandes pessoas no caminho." De volta ao Recife desde o início do ano, ele lança a versão física do álbum no próximo dia 22, em um show no Arraial da Rua da Moeda.

 De cara menos linear que Seres Invisíveis, Psicotransa revela um Zeca mais seguro de si e menos introspectivo. "Seres Invisíveis foi gravado de forma muito solitária, então passei alguns anos experimentando muitas coisas, timbres, formatos de canção, palavras, foi um processo de pesquisa e descoberta. Já em Psicotransa tivemos uma estrutura de estúdio e o melhor, muita gente boa reunida", disse. Mas há também ainda muita semelhança entre os dois trabalhos, começando pelo tema nostálgico da infância nas letras - como em Coração etéreo modular, escrita para seu pai e Professora de arte - e também nas melodias. Para o música, a escolha não é inteiramente proposital. “Acho que de uma forma ou de outra todo mundo tem fortes ligações com a infância. Acredito que todas tem algo de nostálgico, mas com uma roupagem um pouco mais dinâmica.", enfatiza.

 

Acompanhado por Cacá Amaral na bateria e Bruno Motta nas guitarras e percussão, Zeca comanda além dos vocais, a guitarra, o violão, piano e baixo. Psicotransa também é marcado por participações de músicos amigos: Diogo Valentino, da banda Supercordas, Filipe Giraknob e Rita Braga, no baixo, guitarra noise e ukulele, respectivamente. Além de emprestar seus dotes musicais, Valentino assumiu a produção do álbum. Uma terceira parceria surgiu de forma mais visualmente artística. A ilustradora Liana das Neves assina a capa do álbum com uma esdrúxula e hipnotizante montagem de uma animal criado a partir de diversas partes de vários bichos. É cabeça de galo, olhos de águia, fuço de onça pintada e pele de cobra.

 A escolha de lançar em datas distintas as formas virtual e física de Psicotransa se deu, segundo Zeca, pelo feedback positivo que ele vem recebendo. "É legal poder sentir o termômetro das coisas rolando. Então tudo casou de forma natural." Mas a grande prova de fogo do músico será mesmo no dia do Arraial da Moeda, quando mostrará sua transa psicológica ao vivo.

 

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias