Blues

Cantora americana Alberta Adams morre aos 97 anos

Nascida em Indianápolis, no leste dos Estados Unidos, Adams começou a carreira como bailarina de sapateado nos clubes da Motor City

Da Folhapress
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Publicado em 26/12/2014 às 22:44
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Conhecida como a "Rainha do Blues" de Detroit, a cantora americana Alberta Adams morreu aos 97 anos na última quinta (25), informou seu selo fonográfico. A causa da morte não foi divulgada.

"Em grande escala, ela era verdadeiramente a última grande cantora de blues do pós-Segunda Guerra Mundial", disse RJ Spangler, que a ajudou a relançar sua carreira na década de 90, pelo selo Eastlawn, especializado em jazz e blues.

Nascida em Indianápolis, no leste dos Estados Unidos, em 1917, e criada em um lar conflituoso de Detroit (nordeste americano), Adams começou a carreira como bailarina de sapateado nos clubes da Motor City, antes de substituir a então convalescente cantora Kitty Stevenson.

Rapidamente, Adams começou a agendar apresentações com os grandes nomes do blues, como T-Bone Walker, Louis Jordan, John Lee Hooker e Cleanhead Vinson, assim como o pioneiro do jazz, Duke Ellington.

A artista fez turnês nacionais e internacionais, e assinou um contrato com o icônico selo de blues de Chicago Chess Records, pouco antes de o som da Motown definir Detroit.

Em 1994, assinou com o selo de Spangler e lançou o álbum "Born with the Blues", em 1999, com o guitarrista de blues Johnnie Bassett.

"Adorei trabalhar com ela, era uma alegria estar perto dela, nunca estava de mal humor ou irritada", disse Spangler à AFP.

Em 2008, gravou o seu último álbum, "Detroit Is My Home," compondo diversas canções e colaborando com uma série de músicos locais.

Adams parou de cantar pouco depois, quando perdeu a audição e sua saúde decaiu.

Uma de suas primeiras canções, que voltou a gravar aos 90 anos, foi uma versão de Leroy Carr, que começa com a frase: "Só se lembre de mim, meu bem, quando eu estiver a seis palmos do chão frio" ("just remember me baby, when I'm in six feet of cold, cold ground").

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