REC-BEAT

Johnny Hooker, Liniker e Almério encerram o Rec-Beat hoje

Festival terá programação eclética, começando com show infantil das Fadas Magrinhas às 17h

GGabriel Albuquerque
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GGabriel Albuquerque
Publicado em 09/02/2016 às 6:00
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Festival terá programação eclética, começando com show infantil das Fadas Magrinhas às 17h - FOTO: Foto: Divulgação
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O Rec-Beat chega hoje ao seu último dia. O festival começa às 20h no Cais da Alfândega com shows gratuitos dos paulistas Sombra SNJ e Liniker, da colombiana Maité Hontelé e dos pernambucanos Almério e Johnny Hooker. Mais cedo, às 17h, tem o duo infantil Fadas Magrinhas no Paço Alfândega. 

Na noite de ontem, em seu segundo dia, o Rec-Beat mostrou mais uma vez ser garantia de inustados e ótimos shows. O jovem cantor pernambucano Igor de Carvalho foi o primeiro a subir ao palco. Ele apresentou as canções de seu disco A TV, A Lâmpada e o Opaxorô, lançado no ano passado – entre elas, Samba Que Não Fiz Pra Rosa e Seja.

Depois foi a vez do grupo Ladama, projeto formado por musicistas de diversos países da América Latina. O conjunto fez sua estreia no palco do Rec-Beat e agora segue para um turnê internacional pelo continente. Na sequência veio a baiana Ifá Afrobeat. Apesar de ser uma banda novíssima, já mostra serviço com uma música instrumental suingada e divertida que mistura a música africana com jazz, ska e reggae. 

Atração internacional da noite, o DJ Batida (nascido em Angola, mas radicado português) era desconhecido da maioria do público. Conquistou o povo com seu som que funde ritmos africanos dos anos 1960 e 1970, como a kizomba, e batidas da house music. Acompanhado de um dançarino espetacular, fez um show dançante e irresistível que logo caiu nas graças da plateia.

Por fim, Karina Buhr chegou com sua super banda – que inclui, entre outros, Edgard Scandurra (guitarra) e Guizado (trompete) para o primeiro show do álbum Selvática em Pernambuco. De roupa transparente, com os seios à mostra, fez um show visceral e intenso, cheio de truques cênicos. Os versos feministas de Eu Sou um Monstro (“Hoje eu não quero falar de beleza/ Ouvir você me chamar de princesa/ Eu sou um monstro”) foram entoadas com vigor pela plateia que lotava o Cais da Alfândega. A troça carnavalesca Empatando a Tua Vista, ligada ao Movimento Ocupe Estelita, entrou no palco durante música Cerca de Prédio. No dia anterior, o grupo havia denunciado no Facebook a Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano por censura, impendindo o seu desfile. O show terminou com Nassíria e Najaf, música sobre o terror e desolação das guerras no Oriente Médio, cantada em únissono: “Dorme logo antes que você morra”

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