música

Maestro João Carlos Martins rege orquestras pernambucanas

Hoje maestro, Martins é reconhecido mundialmente como um dos mais celebrados pianistas intérpretes de Bach

JC Online
JC Online
Publicado em 06/10/2019 às 19:45
Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
FOTO: Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
Leitura:

Quatro orquestras de Pernambuco se apresentaram sob a batuta do maestro paulistano João Carlos Martins, 79, neste domingo (6), às 16h, no Cais da Alfândega, no Bairro do Recife, à beira do rio Capibaribe. Os grupos, com músicos de idade entre 10 a 55 anos, são parceiras do projeto Orquestrando o Brasil, idealizado pelo renomado regente, que ainda tocou piano para o público.

Foi a primeira vez que tocaram juntos a Banda Musical Curica, de Goiana, o Coral do Instituto Passo de Anjo, de Abreu e Lima, a Orquestra do Movimento Pró-Criança do Recife Antigo e a Orquestra Social Dom João Costa, ambas do Recife.

O evento foi promovido pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura.

Para Martins, Pernambuco tem um significado especial. "Foi um dos primeiros estados que me receberam de braços abertos depois do drama que eu tive perdendo as mãos para os pianos, iniciando minha vida como maestro. E aqui eu tive a oportunidade de estrear aos meus 16 anos. ", revelou.

"É um dos estados mais musicais do país, inclusive por uma origem que tem o ritmo que veio da África e a melodia que veio da Holanda. Você tem em Pernambuco um 'diferenciamento' dos outros estados brasileiros."

Seu trabalho como pianista é reconhecido mundialmente, principalmente como um dos mais celebrados intérpretes de Johann Sebastian Bach. Martins teve sua história contada no filme de 2017 "João, o maestro", dirigido por Mauro Lima.

Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
O maestro é idealizador do projeto Orquestrando o Brasil - Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
Conhecido como um dos maiores intérpretes de Bach do mundo, João Carlos ainda tocou piano - Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
Anos atrás, ele desenvolveu uma doença que o fez perder o movimento da mão esquerda - Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
Sua história de vida foi retratada no filme de 2017 "João, o Maestro" - Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
Quatro orquestras pernambucanas participaram do evento - Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
Foi a primeira vez que elas tocaram juntas - Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem

No ano passado, com apoio da Fundação Banco do Brasil e do SESI/SP e FIESP, deu início ao Orquestrando o Brasil, plataforma que tem como objetivo oferecer capacitação, divulgação e apoio a músicos e regentes. Hoje, já reúne cerca de 500 grupos de música. "Nós esperamos atingir mil orquestras em 5 anos", falou.

"E tudo isso diante de um sonho de Villa Lobos. Ele dizia: não é um publico inculto que vai julgar as artes. São as artes que mostram a cultura de um povo. E ele sonhou em fechar o Brasil em forma de coração através da música. Mas na época dele não havia nem internet nem TV. Quem sou eu perto dele? Mas pela exposição da mídia eu resolvi carregar essa bandeira junto com uma equipe maravilhosa. Temos pessoas que estão movidas a ideias", ponderou. "E quando eu vi a forma como o Orquestrando o Brasil está mudando a vida de crianças, está mudando a vida de pessoas da terceira idade, é um movimento de mobilização"

Últimas notícias