HOMENAGEM

Mangueira homenageia Marielle Franco em letra de samba do Carnaval 2019

A composição irá tratar da história do Brasil e cita a vereadora assassinada em março deste ano

Ana Tereza Moraes
Ana Tereza Moraes
Publicado em 14/10/2018 às 11:18
Foto: Reprodução/Facebook
A composição irá tratar da história do Brasil e cita a vereadora assassinada em março deste ano - FOTO: Foto: Reprodução/Facebook
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A Estação Primeira de Mangueira irá prestar uma homenagear Marielle Franco através do seu samba-enredo no desfile das escolas de samba do Carnaval 2019. A letra do samba escolhido na noite deste sábado (13), segundo o G1, propõe recontar a história do Brasil e inclui o nome da vereadora assassinada a tiros no dia 14 de março, no Rio, em um crime ainda sem solução.

A tema foi vencedor de uma disputa com mais dois finalistas, encerrada nesta madrugada. Através das redes sociais, Tomaz Miranda, um dos compositores da letra, se pronunciou sobre a escolha. "Fomos campeões na Mangueira. Pela memória de Marielle e Anderson Gomes e toda luta que ainda virá. São verde e rosa as multidões", escreveu.

No seu Facebook, ele publicou uma versão prévia da música:

O enredo da Mangueira no carnaval de 2019 será "História pra ninar gente grande", de autoria do carnavalesco Leandro Vieira. O samba é de autoria de Deivid Domênico, Tomaz Miranda, Mama, Marcio Bola, Ronie Oliveira e Danilo Firmino.

Veja o samba na íntegra

“Brasil, meu nego deixa eu te contar;
A história que a história não conta;
O avesso do mesmo lugar;
Na luta é que a gente se encontra.
Brasil, meu dengo a Mangueira chegou;
Com versos que o livro apagou;
Desde 1500, tem mais invasão do que descobrimento.
Tem sangue retinto, pisado;
Atrás do herói emoldurado.
Mulheres, tamoios, mulatos;
Eu quero o país que não tá no retrato.
Brasil, o teu nome é Dandara;
Tua cara é de Cariri;
Não veio do céu nem das mãos de Isabel;
A liberdade é um Dragão no mar de Aracati;
Salve os caboclos de Julho;
Quem foi de aço nos anos de chumbo;
Brasil chegou a vez de ouvir as Marias, Mahins, Marielles e Malês.
Mangueira, tira a poeira dos porões;
Ô, abre alas;
Pros seus heróis de barracões;
Dos Brasis que se faz um país de Lecis, Jamelões.
São verde e rosa as multidões”

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