MILITÂNCIA

Ashton Kutcher presta depoimento sobre exploração sexual infantil

Ator e a ex-esposa, Demi Moore, são diretores de uma empresa que ajuda a identificar vítimas e culpados de crimes sexuais

JC Online
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Publicado em 17/02/2017 às 9:28
Foto: Reprodução
Ator e a ex-esposa, Demi Moore, são diretores de uma empresa que ajuda a identificar vítimas e culpados de crimes sexuais - FOTO: Foto: Reprodução
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O ator americano Ashton Kutcher prestou um depoimento emocionado, na última quarta-feira (15), na Comissão de Relações Exteriores do Senado, em Washington, nos Estados Unidos. O intuito foi o de pedir às autoridades que prestem mais atenção à discussão a respeito da exploração sexual de crianças e adolescentes. Ashton e a ex-esposa, a também atriz Demi Moore, são diretores da Thorn, empresa de tecnologia fundada em 2009 que auxilia na indentificação e localização vítimas e criminosos de casos de abuso e tráfico de pessoas. Ele compartilhou o vídeo do depoimento em seu perfil oficial no Facebook.

"Uma vez eu estava na internet e comecei a falar de política e trolls me disseram pra eu me manter apenas no meu trabalho. Então, eu gostaria de falar sobre o meu trabalho. Meu trabalho é como presidente e co-fundador da (empresa) Thorn. Nós contruímos softwares para lutar contra o tráfico humano e abuso sexual de crianças. Essa é a nossa missão principal", relata ele nas imagens.

Aos 39 anos, Ashton é casado com a atriz Mila Kunis, com quem tem dois filhos: Wyatt Isabelle Kutcher, de dois anos, e um menino, Dimitri Portwood Kutcher, de pouco mais de dois meses. Ele se emocionou ao citar os pequenos. "Meu outro trabalho diário é ser pai de duas crianças. Uma de dois meses  e uma de dois anos. E parte desse trabalho que eu levo muito a sério e eu acredito que é minha responsabilidade, é lutar pelo direito deles de buscar a felicidade e de garantir que a sociedade e o governo os defenda também".

Ashton também contou que esteve em missões do FBI nas quais viu coisas que "ninguém nunca deveria ver", como vídeos de uma criança da mesma idade que sua filha sendo estuprada por um homem que ele identificou como "americano que era turista sexual no Cambodia". Com a voz embargada, o ator afirmou que a menina estaria tão condicionada pelo ambiente ao qual estava submetida  que acreditava  estar participando de uma brincadeira.

TRABALHO COM A THORN

Ele finaliza o depoimento dizendo que ele e sua equipe receberam uma ligação do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos pedindo ajuda para identificar o culpado por gravar e compatilhar na Dark Web, já há três anos, vídeos de uma garotinha de sete anos sendo abusada sexualmente.

"Estão pedindo ajuda a nós. Nós somos a última possibilidade de defesa. Um ator e sua fundação (gesticula, ironizando) são talvez a última possibilidade de defesa. Esse é o meu trabalho diário e eu vou continuar a fazê-lo", encerrou.

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