Tecnologia e emprego

Robôs vão executar metade do trabalho em 2025; Você está preparado?

Segundo relatório, novas profissões vão surgir e novos 58 milhões de empregos serão gerados em sete anos

Bruno Vinícius
Bruno Vinícius
Publicado em 24/09/2018 às 11:45
Foto: Diego Nigro/JC Imagem
Segundo relatório, novas profissões vão surgir e novos 58 milhões de empregos serão gerados em sete anos - Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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O relatório do Fórum Econômico Mundial (FME), divulgado na semana passada, aponta uma tendência para os próximos sete anos: 52% dos postos de trabalho vão ser executados por robôs. Mas ao passo que a automatização toma forma do mercado, são esperados 58 milhões de novos empregos em função disto. Diante dessas transformações, qual o cenário esperado para os profissionais do futuro?

De acordo com a pesquisa, alguns dos postos que podem ser automatizados vão ser extintos aos poucos. Contabilidade, secretariado e atendimento ao cliente são algumas das atividades que vão ser afetadas no futuro, podendo gerar 75 milhões de desempregos. Em contrapartida, a inteligência artificial, ciências dos dados e software vão demandar a criação de 58 milhões de trabalhos.

 

O consultor de futuro do Porto Digital, Jacques Barcia, afirma que o cenário que se aproxima não é animador para o Brasil. “A automação é uma tendência que países de fora vêm seguindo há mais ou menos dez anos. O Brasil só vem pensando nesse mercado 4.0 há um ano. Estamos atrasados quase dez anos em relação a países como a China e a Alemanha, por exemplo”, enfatiza.

Segundo Jacques Barcia, a falta de estímulos à indústria criativa, por exemplo, é um dos percalços que o País vai encontrar nesse futuro próximo. “Temos um futuro meio incerto. Vão ser transformações rápidas que vão atingir múltiplas gerações. Como vamos absorver essas funções que não vão existir? Como vamos acolher esses novos profissionais que ainda não existem?”, questiona o consultor sobre as próximas gerações.

Na visão do consultor, ainda não há uma política política viável que possa adiantar o que se espera do futuro. “São vários processos socioculturais pelos quais são esperados. Com a velocidade dessas transformações, uma tendência esperada é da chamada inteligência ampliada, que é o da tecnologia auxiliando a desenvolver a inteligência humana”, completa Jacques.

Na opinião do gerente de Negócios Educacionais, Carlos Pompeu, o Estado caminha de forma positiva para esse cenário. “Nossa economia é movida pelos pelos serviços, temos um centro automobilístico e um centro tecnológico de ponta. O Porto Digital, o Cesar e algumas das nossas universidades fazem parte desse processo”, comenta o gerente.

EDUCAÇÃO


A educação faz parte da construção desse futuro próximo. Segundo Carlos Pompeu, uma das saídas que o Estado já caminha é para a educação voltada à resolução de problemas. “Precisamos formar profissionais preparados para resolver problemas e ensiná-los a ser questionadores. Já estamos fazendo isso”, completa.

Um desses exemplos é a estudante Lorenna Lira, 20 anos, que saiu de engenharia civil para cursar design. “Todo período a gente é desafiado a dar soluções para um problema proposto em grupo. Hoje lido com diferentes desafios, que vão desde instituições daqui a empresas de fora que são parceiras do Cesar”, frisa Lorena.

 


“São cursos diferentes, mas o principal impacto é a metodologia. Antes seguia métodos e hoje proponho”, explica a estudante, que já experimenta um novo modelo de ensino.

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