Europa

Crescimento na Eurozona é o mais baixo em 17 meses

Desaceleração reflete a tendência de enfraquecimento das novas encomendas recebidas, que caíram pela primeira vez desde julho do ano passado

Da AFP
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Publicado em 03/12/2014 às 10:48
Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Desaceleração reflete a tendência de enfraquecimento das novas encomendas recebidas, que caíram pela primeira vez desde julho do ano passado - FOTO: Foto: Marcos Santos/USP Imagens
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O crescimento da economia na zona do euro desacelerou em novembro, chegando ao nível de um ano e meio atrás, informou nesta quarta-feira o instituto Markit, que pede que o Banco Central Europeu tome "medidas agressivas para evitar uma nova recessão".

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da zona do euro foi de 51,1 pontos em novembro, ante 52,1 no mês anterior, e o menor nível desde julho de 2013.

Quando este índice supera os 50 pontos, significa que a atividade está crescendo, enquanto um índice abaixo deste valor aponta uma desaceleração.

A desaceleração reflete a tendência de enfraquecimento das novas encomendas recebidas, que caíram pela primeira vez desde julho do ano passado, e a criação de emprego, que permaneceu praticamente estagnada.

O estudo sugere que "a região deve registrar um crescimento de 0,1% do PIB no quarto trimestre, e há uma forte possibilidade de que a quase estagnação se transforme em uma nova contração em 2015, a menos que a demanda mostre sinais de recuperação", alerta Chris Williamson, economista do Markit.

Nesta situação, Williamson adverte que "poderão ser necessárias medidas mais agressivas, se quiserem evitar uma nova recessão".

A França continua a ser, de acordo com o Markit, a "principal preocupação", devido à sua contínua diminuição na atividade.

Na Alemanha também houve uma redução no nível de crescimento e na Espanha, que registrou a taxa de crescimento mais forte dos quatro grandes países da zona do euro, a recuperação perdeu força, dando "nova incerteza" sobre as perspectivas para o região.

A Itália é o único país onde a taxa de crescimento melhorou, aumentando as esperanças de que pode sair da recessão no quarto trimestre, embora o ritmo de expansão permaneça decepcionante e modesto e propenso a novos retrocessos, adverte Markit.

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