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Após Fed e rebaixamento, dólar passa por ajustes e fecha em queda

Passado o primeiro impacto das decisões da Fitch e do Fed, o mercado de câmbio passou por ajustes técnicos, segundo profissionais do mercado

Larissa Alves
Larissa Alves
Publicado em 17/12/2015 às 17:50
Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Passado o primeiro impacto das decisões da Fitch e do Fed, o mercado de câmbio passou por ajustes técnicos, segundo profissionais do mercado - Foto: Marcos Santos/USP Imagens
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Um dia depois de o Brasil sofrer novo rebaixamento e de os Estados Unidos promoverem um histórico aumento de juros, os ativos brasileiros tiveram um dia de recuperação e de ajustes nesta quinta-feira (17). O dólar à vista fechou em queda de 0,82% frente ao real, cotado a R$ 3,8934, mas a divisa para janeiro - principal referência do mercado - passou a maior parte do dia em alta, em sintonia com o exterior. 

Passado o primeiro impacto das decisões da Fitch e do Fed, o mercado de câmbio passou por ajustes técnicos, segundo profissionais do mercado. O dólar para janeiro foi puxado pelo exterior, enquanto a divisa à vista manteve-se em baixa durante toda a sessão, ajustando-se à cotação do mercado futuro, que, no fim da quarta-feira, já havia perdido força em meio a um movimento de realização de lucros depois do rebaixamento do País e da alta de juros nos EUA.

Os mercados iniciaram o dia repercutindo positivamente a expectativa de avanço no processo de impeachment, a partir do relatório do ministro do STF Edson Fachin a favor da manutenção do rito do processo de impedimento. À tarde, o mercado mostrou apreensão diante da votação bastante disputada no plenário da Corte, com vantagem para o governo em alguns pontos discutidos. A votação seguia em andamento minutos atrás.

O cenário político continuou sendo monitorado de perto e teve como um dos destaques da tarde a aprovação no Congresso do projeto de Orçamento de 2016. Na votação dos destaques, os parlamentares mantiveram a CPMF como previsão de receita no orçamento, dando vitória ao governo nessa questão. O Congresso também aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) com a meta de superávit primário de R$ 30,5 bilhões para as contas do setor público, o equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

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