Investigação

BBom tenta furar bloqueio judicial e sacar R$ 2,5 milhões por "laranja"

Informação foi divulgada na tarde desta terça (13) pelo Ministério Público Federal

Do JC Online
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Publicado em 13/08/2013 às 18:16
Reprodução do site da empresa na internet
Informação foi divulgada na tarde desta terça (13) pelo Ministério Público Federal - FOTO: Reprodução do site da empresa na internet
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O Ministério Público Federal em Goiás divulgou no final da tarde desta terça (13) que a Embrasystem Tecnologia, mais conhecida como BBom, tentou furar o bloqueio judicial e fazer um saque em dinheiro de quase R$ 2,5 milhões.

Há um mês, a Justiça bloqueou R$ 300 milhões da empresa como garantia para o ressarcimento dos cerca de 300 mil divulgadores que devem ter prejuízo com a susposta pirâmide praticada pela empresa, que se apresenta como fornecedora de rastreadores de veículos e nega as irregularidades.

Leia o principal trecho do comunicado em que o MPF explica a tentativa de saque (para ler a nota no site onde foi publicada, clique aqui) :

"MPF conseguiu impedir o saque do dinheiro por meio de ação cautelar incidental contra o diretor de marketing da empresa e sua esposa

Com mais de R$ 300 milhões “congelados”, a empresa Embrasystem – conhecida como BBom – tentou frustrar o bloqueio judicial, na semana passada. Para tanto, Cristina Dutra Bispo, esposa do diretor de marketing do grupo, Ednaldo Alves Bispo, foi usada como laranja. Foram depositados R$ 2.480.000,00 para saque em dinheiro. A operação só não foi realizada porque o Ministério Público Federal (MPF/GO) conseguiu, por meio de ação cautelar incidental, impedir a fraude.

“O casal receberia milhões em dinheiro desviado com o fim de frustrar o bloqueio das empresas do grupo Bbom”, alertaram os procuradores da República Helio Telho e Mariane Guimarães.  Para eles, está claro que o grupo tentou organizar um esquema de contas de terceiros (laranjas) para movimentar os recursos que deveriam estar à disposição da Justiça.

Com isso, além de terem o valor depositado bloqueado, o casal passa a integrar, como réus, a ação civil pública movida pelo MPF/GO contra o grupo BBom. Na ação, pede-se a condenação por formação de pirâmide financeira e captação irregular de poupança popular, bem como a dissolução jurídica do Sistema BBom e a reparação dos danos causados aos consumidores."

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