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Carnes puxam alta do IPC-S na 3ª leitura do mês, diz FGV

A expectativa da FGV é que o IPC-S feche o mês em 0,50%, após 0,12% em agosto

Carolina Sá Leitão
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Carolina Sá Leitão
Publicado em 23/09/2014 às 18:11
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A expectativa da FGV é que o IPC-S feche o mês em 0,50%, após 0,12% em agosto - FOTO: Foto: Reprodução Internet
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O avanço no preço das carnes é um dos pontos mais relevantes de pressão para justificar a aceleração do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) entre a segunda e a terceira leituras do mês, de 0,43% para 0,47%. A avaliação foi feita nesta terça-feira (23) pelo economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). "As principais fontes estão na pecuária", afirmou.

A despeito da alta menor que a esperada do grupo Alimentação na terceira quadrissemana do mês (últimos 30 dias terminados na segunda-feira), para 0,47%, contra previsão de 0,50% da FGV, Braz ressaltou que as carnes bovinas estão com elevação acentuada, de 2,96% ante 1,91% na segunda pesquisa, devido à restrição de oferta no mercado doméstico e à maior demanda externa. A alta, disse, já está se espalhando para outras carnes e deve influenciar a inflação no varejo como um todo nas próximas medições. De acordo com a FGV, a carne suína registrou variação positiva de 1,03% (de 0,67%), enquanto aves e ovos subiram 0,72% (de 0,01%). "Os preços das carnes bovinas ainda podem ganhar mais espaço nas próximas apurações, pois no atacado estão acelerando", completou.

Além da perspectiva de influência do aumento nos preços das carnes no IPC-S, o economista acredita que os alimentos in natura também ajudarão a elevar o índice à frente. A expectativa da FGV é que o IPC-S feche o mês em 0,50%, após 0,12% em agosto. "As hortaliças ainda estão em queda (de 6,32%) e ajudando a represar muito os aumentos de outros alimentos. Daqui a pouco essa âncora verde deve começar a sair do terreno negativo e, obviamente, a acelerar os preços do grupo Alimentação", explicou.

Braz ainda acrescentou que a inflação fora de casa é outra fonte de preocupação, já que permanece com taxa média relativamente alta, de 0,50%, e é um subgrupo mais persistente que não oscila tanto como o de in natura, exemplificou.

O grupo Habitação também foi outro a ajudar na intensificação da elevação do IPC-S na terceira medição, disse Braz. Esta classe de despesa passou de uma taxa de 0,46% na segunda quadrissemana para 0,51% na seguinte, devido à recuperação nos preços de energia elétrica (de 0,99% para 1,66%), contou. "Já o grupo Transportes teve alta marginal (de 0,28% para 0,29%), em virtude da flutuação nos preços da gasolina (de 0,46% para 0,66%). A variação do restante dos grupos praticamente não mudou", concluiu.

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