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Consumo industrial de energia elétrica cai 4,5% em novembro

O resultado chega a ser 6,8 pontos percentuais inferior à demanda para o total do país

Da ABr
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Publicado em 30/12/2014 às 17:22
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Refletindo a forte desaceleração do parque fabril brasileiro, com reflexos significativos no desenvolvimento do Produto Interno Bruto (PIB) – soma dos bens e serviços produzidos no país -, o consumo de energia elétrica no setor industrial caiu 4,5% em novembro deste ano, comparado a igual mês do ano passado.

O resultado chega a ser 6,8 pontos percentuais inferior à demanda para o total do país, que - impulsionado pelo forte calor e a consequente alta dos segmentos residencial e de serviços (6,2% e 7,8%, respectivamente) – cresceu 2,3% entre novembro 2013/novembro 2014.

Os dados fazem parte da resenha mensal do Mercado de Energia Elétrica, referente a novembro, divulgada nesta terça-feira (30), pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Os dados indicam que, apesar da queda, a demanda do Sistema Interligado Nacional (SIN) manteve-se acima de 15 mil gigawatts-hora (GWh).

O setor metalúrgico, que engloba siderurgia e metalurgia do alumínio, e é o segmento industrial que mais demanda energia no país, vem tendo as retrações mais significativas. Em consequência, o consumo de energia do setor tem apresentado contínua queda ao longo do ano, afetando a demanda da indústria como um todo, e de alguns estados em particular.

No Maranhão, o consumo industrial caiu 44% no mês; em Minas Gerais, 11,4% (sendo de 28,1% a queda do consumo no setor metalúrgico); e no Rio de Janeiro caiu 6,4% (sendo de -15,3% a variação no setor metalúrgico). Já no Pará, o recuo de 6,5% na demanda de energia do setor metalúrgico foi compensado pelo aumento de 31,8% do consumo no setor extrativo mineral, resultando em aumento de 0,8% no consumo industrial de energia no estado.

O consumo de energia no setor automobilistico caiu 9,6 %, acompanhando a queda de 9,7% na produção de veículos, em novembro, de acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Foram observadas reduções acentuadas de consumo de energia também no Paraná (-11,7%), Rio Grande do Sul (-9%), São Paulo (-8,2%) e Minas Gerais (-4,6%).

Já o consumo de energia do setor químico como um todo apresentou crescimento de 1,1% graças à expansão de 17,7% anotada em Minas Gerais e de 28,3% em Alagoas. Ainda assim, houve quedas de 2,6% na demanda de energia do setor, em São Paulo, e de 14,5% no Rio Grande do Sul. Em Alagoas, onde o setor representa 76% da demanda industrial de energia, o consumo total da indústria local cresceu 21,3%.

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