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Ajuste fiscal inclui medidas muito duras, disse ministro das Cidades

Segundo Gilberto Kassab, os ajustes são importantes para que o país não fique estagnado

Da ABr
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Publicado em 09/03/2015 às 15:03
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Segundo Gilberto Kassab, os ajustes são importantes para que o país não fique estagnado - FOTO: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, classificou de “muito duras” algumas das medidas de ajuste previstas pelo governo. “A  nossa economia precisa e passa por aperfeiçoamentos e em alguns aspectos são muito duras estas correções”, disse hoje (9) durante a abertura do 11º Congresso Brasileiro da Indústria da Construção, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Neste momento de crise é importante que a sociedade confie nos responsáveis por conduzir o programa de ajuste. Aqueles que administram a política econômica precisam ter a nossa confiança, mas temos que ter diálogo, para que todos possam conhecer os seus limites”, disse.

Segundo o ministro, os ajustes são importantes para que o país não fique estagnado. “Nós não podemos parar, não só porque precisamos de mais empregos. Não podemos parar porque sabemos o quanto é penoso retomar o crescimento e a geração de empregos”.

Para Kassab, o evento é um momento não só para discussões técnicas, mas para abertura de diálogo entre vários setores sociais. Ele explicou que hoje, além de termos a oportunidade de fazer discussões no campo técnico, da eficiência, nós temos a chance de levar também a voz ponderada daqueles que querem a retomada do desenvolvimento, dos que querem o diálogo”.

O ministro deixou o local sem falar à imprensa.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, criticou parte das medidas propostas pelo governo, em especial, o aumento de impostos.

“Não aceitamos, sob hipótese alguma, que as empresas brasileiras sejam mais oneradas do que já estão”, disse o ministro ao se referir a proposta que deverá ser debatida no Congresso para aumentar as alíquotas de contribuição previdenciária das empresas sobre as receitas brutas.

Skaf disse que nós daremos apoio ao ajuste fiscal desde que se faça cortando despesas e não aumentando receitas, por meio do aumento de impostos”.

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