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Após prejuízo em 2014, Petrobras paga bônus de R$ 1,04 bi a funcionários

O pagamento é feito com base no acordo coletivo com os funcionários

Da Folhapress
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Publicado em 28/05/2015 às 13:37
Foto: VANDERLEI ALMEIDA / AFP
O pagamento é feito com base no acordo coletivo com os funcionários - FOTO: Foto: VANDERLEI ALMEIDA / AFP
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Mesmo com prejuízo de R$ 21,6 bilhões em 2014, e sem pagar dividendos para os acionistas, a Petrobras irá repassar aos funcionários R$ 1,04 bilhão referente à participação de resultados.

A informação é da FUP (Federação Única dos Petroleiros). A data do pagamento foi informada pela empresa à FUP na quarta-feira (27).

De acordo com documento da Petrobras enviado à entidade após deliberação da assembleia geral da empresa na segunda-feira (25), como não houve lucro será paga metade da remuneração do empregado somada à metade do menor valor pago na Participação da Resultados do exercício anterior.

O pagamento é feito com base no acordo coletivo com os funcionários, que mantém essa remuneração mesmo quando não há lucro.

As datas de pagamento informadas pela Petrobras são 10 de junho, para membros de sindicatos que assinarem o acordo até o dia 1º de junho, e 17 de junho, para os que assinarem até 8 de junho.

A perda da Petrobras em 2014 foi decorrente, principalmente, da baixa de R$ 6,2 bilhões atribuída à corrupção, R$ 44,6 bilhões referentes à reavaliação de ativos e R$ 2,8 bilhões a baixas pela desistência de construir as refinarias Premium 1 e 2, no Maranhão e no Ceará, que estavam na fase inicial de implantação.

ACIONISTAS RECLAMARAM DE FALTA DE DIVIDENDOS

Na assembleia do dia 22, muitos acionistas minoritários reclamaram da decisão de não haver repasse de dividendos, alegando que havia recursos em contas de reserva de lucros de anos anteriores.

Representantes da empresa justificaram, porém, que o valor era meramente contábil, e que investimentos haviam sido feitos com os recursos.

A nota da FUP divulgada na quarta-feira destaca esse dado, e afirma que "acionistas choram por dividendos".

Dois fundos de investimento haviam anteriormente pedido à CVM a suspensão da assembleia e pediram que a autarquia analisasse a proposta de não pagamento de remuneração aos acionistas.

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