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CNC avalia que comércio deve ter em 2015 pior desempenho dos últimos 12 anos

A CNC informa que a retração de maio foi a menor queda mensal do indicador desde setembro do ano passado.

Da ABr
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Publicado em 08/06/2015 às 11:56
Foto: Bobby Fabisal / JC Imagem
A CNC informa que a retração de maio foi a menor queda mensal do indicador desde setembro do ano passado. - FOTO: Foto: Bobby Fabisal / JC Imagem
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O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) encerrou o mês de maio com variação negativa de 0,2% em relação a abril, já descontados os efeitos sazonais. No entanto, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) acredita que a confiança do empresariado do setor poderá melhorar no segundo semestre do ano.

O índice de maio foi divulgado hoje (8) pela CNC e os dados mostram que ainda não há tendência de recuperação do nível de confiança do comércio. “A expectativa é que a segunda metade do ano seja melhor tanto para o setor quanto para a economia”, avalia a entidade. “Essa eventual recuperação de abril para maio, no entanto, não deverá impedir que o setor registre, em 2015, seu pior desempenho em 12 anos”, alerta a confederação.

Ao divulgar o resultado de maio, a CNC informa que a retração de maio foi a menor queda mensal do indicador desde setembro do ano passado. A confederação destaca que pela primeira vez, nesse período, o subíndice sobre as expectativas registrou resultado mensal positivo de 1% em relação ao mês anterior.

“Entretanto, mesmo com a alta de 1% nas expectativa, a avaliação das condições correntes registrou queda de 3,4%, bem como as intenções de investimentos caiu 2,9%”, informa a confederação.

Diante deste cenário, a CNC projeta que pela primeira vez desde 2007, o nível de ocupação no comércio varejista deverá registrar retração em 2015, fechando em -0,7% em relação ao ano passado.

Para o varejo restrito, a expectativa da confederação é que, pela primeira vez em 12 anos, o volume de vendas do setor recue 0,4%. Já o varejo ampliado – que inclui as vendas de veículos e peças, além de materiais de construção – deverá, até o fim do ano, ter o seu pior resultado da série histórica do indicador, iniciada em 2004, fechando com queda de -6%.

A publicação da CNC destaca a decepção do setor com a economia e com os níveis dos estoques, modalidade de investimento de curtíssimo prazo, acima do adequado na opinião de 29,1% dos empresários, o patamar mais elevado desde o início da divulgação do Índice de Confiança do Empresário do Comércio.

Segundo a CNC, a decepção com o desempenho geral da economia é o item com pior avaliação em todo o Icec, fechando maio em 26,3 pontos. Para 92% dos empresários do setor, as condições econômicas pioraram nos últimos 12 meses.

Para 64,3% dos entrevistados houve “deterioração acentuada” no período. A avaliação das condições atuais do setor – segundo pior item em todo o índice – também acusou forte retração ao fechar maio negativo em 42,7%, em relação a maio de 2014.

Apesar das expectativas de um segundo semestre melhor, tanto para o setor quanto para a economia, na opinião de 80,9% dos empresários a atividade comercial do país piorou nos últimos 12 meses e para 44% destes a piora “foi acentuada”.

A publicação avalia que a perspectiva de queda no volume de vendas do setor associada à elevação nos custos de captação de recursos nos últimos meses levou os empresários a revisarem seus planos de investimentos.

O Icec é o indicador antecedente, apurado exclusivamente entre os tomadores de decisão das empresas do varejo, cujo objetivo é detectar as tendências das ações do setor do ponto de vista do empresário. A amostra é composta por aproximadamente 6 mil empresas em todas as capitais do país. Os índices, apurados mensalmente, apresentam dispersões que variam de 0 a 200 pontos.

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