GASTOS PÚBLICOS

Compras públicas têm superfaturamento médio de 17% em relação ao setor privado

Brasileiro precisa trabalhar 32 dias a mais por ano somente para pagar a corrupção e o superfaturamento das compras públicas

Da Editoria de Pernambuco
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Publicado em 04/08/2015 às 16:46
Foto: Fotos Públicas
Brasileiro precisa trabalhar 32 dias a mais por ano somente para pagar a corrupção e o superfaturamento das compras públicas - FOTO: Foto: Fotos Públicas
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Um estudodo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) divulgado nesta terça (4) mostra que houve nas mercadorias adquiridas pelos entes federais, estaduais e municipais entre os anos de 2012 a 2014 um sobrepreço de R$ 4,68 bilhões. O que equivale a dizer que o brasileiro precisa trabalhar 32 dias a mais por ano somente para pagar a corrupção e o superfaturamento das compras públicas, que é, em média, de 17% em comparação ao setor privado. 

“Entendemos que há uma deficiência do setor público em disponibilizar as informações e estamos nos propondo a entregar um software gratuito, para que possam fazer a análise e o ordenamento dessas informações. Não podemos mais ter essa cultura do sigilo no Brasil”, avaliou o presidente do Conselho Superior e coordenador de estudos do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, durante o lançamento do estudo, em São Paulo. 

O levantamento teve como base a análise de 3 milhões de notas fiscais pelas compras de mercadorias e produtos pelos órgãos nas três esferas, no valor total de R$ 27,55 bilhões. A pesquisa considerou notas fiscais eletrônicas emitidas nos anos de 2012, 2013 e 2014, cujos destinatários (compradores) sejam pessoas jurídicas de direito público, levando-se em conta a separação por Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do IBGE. Para concluir o estudo, o IBPT obteve as informações por meio da Lei de Acesso à Informação ( Lei nº 12.527/2011).

O estudo do IBPT faz parte do Projeto Lupa nas Contas Públicas, que, entre outras ações, terá um grupo com representantes de órgãos de controle da administração pública, entidades de classe e da sociedade civil que se reunirão mensalmente para debater e propor soluções para um melhor gerenciamento dos gastos públicos.

Acesse aqui o arquivo do estudo.

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