DIMINUIÇÃO

Inadimplência de empresas recua 5,7% em agosto ante julho, diz Serasa Experian

Segundo a Serasa Experian, esse é o maior porcentual nesta comparação desde 2012, quando foi observado aumento de 14,3%

Do Estadão Conteúdo
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Publicado em 28/09/2015 às 12:35
Foto: Marcos Santos/ USP Imagens
Segundo a Serasa Experian, esse é o maior porcentual nesta comparação desde 2012, quando foi observado aumento de 14,3% - FOTO: Foto: Marcos Santos/ USP Imagens
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A inadimplência dos empresários diminuiu em agosto, mas não foi suficiente para anular o forte crescimento dos calotes das empresas nesse ano. O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas apontou um recuo de 5,7% em agosto ante julho e somou elevação de 13,3% no ano até o fim do mês passado. Segundo a Serasa Experian, esse é o maior porcentual nesta comparação desde 2012, quando foi observado aumento de 14,3%. Apesar do recuo entre os dois períodos, o resultado mostra um crescimento de 16,1% em relação a agosto de 2014. 

Os cheques sem fundos foram os que mais pesaram para a queda do indicador no mês, com decréscimo de 13,4% e contribuição negativa de 2,0 pontos porcentuais (p.p.). As dívidas bancárias também tiveram queda (-2,0%), gerando uma contribuição negativa para a variação mensal de 0,4 p.p.. Os protestos de títulos tiveram a mesma queda (2,0%), contribuindo negativamente com 4,2 p.p. 

As dívidas não bancárias (junto aos cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.) foram as únicas a aumentar em agosto ante julho. Tiveram alta de 2,3% e contribuição positiva de 0,9 p.p. 

O valor médio dos títulos protestados cresceu 15,4% de janeiro a agosto de 2015, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O valor médio dos cheques sem fundos e das dívidas não bancárias também apresentou alta de 6,8% e 0,4%, respectivamente. Já o valor médio da inadimplência com os bancos registrou queda de 18,5%. 

Em comunicado à imprensa, os economistas da Serasa Experian explicam que o "aprofundamento da recessão econômica e as escaladas das taxas de juros e do dólar estão impactando negativamente a geração de caixa e a capacidade de pagamento das empresas, impondo sérias dificuldades à quitação de seus compromissos financeiros neste ano de 2015".


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