CARTÃO DE CRÉDITO

Banco Central descarta mudança em cartão e Nubank continua a operar

O BC poderia diminuir o prazo de pagamento feito pela emissora do cartão ao lojista

JC Online e Estadão Conteúdo
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Publicado em 20/12/2016 às 13:30
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O BC poderia diminuir o prazo de pagamento feito pela emissora do cartão ao lojista - FOTO: Foto: Divulgação
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Ao apresentar as mudanças que serão adotadas pelo Banco Central com a implementação da Agenda BC, o presidente da instituição, Ilan Goldfajn, deixou de fora a diminuição do prazo do pagamento feita pelas emissoras de cartão de crédito aos lojistas. A mudança afetava diretamente o funcionamento do Nubank, uma das emissoras de cartão de crédito que mais cresce no País, que poderia fechar as portas.

A intenção de mudar o prazo foi oficializada na quinta-feira pelo presidente Michel Temer e pelo Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante lançamento do pacote para impulsionar a economia. Atualmente, quando um consumidor paga algo com cartão, o lojista leva 30 dias para receber - prazo maior que o visto em outros países, como os EUA, onde a demora é de dois dias. Para o governo, o encurtamento do processo favoreceria o varejista e contribuir para a retomada da atividade.

Segundo a cofundadora da Nubank, Cristina Junqueira, a mudança traria um custo adicional para todos os emissores de cartões de crédito, do Nubank aos bancos maiores, que dominam o mercado. A diferença é que o Nubank e os emissores menores não têm a mesma capacidade de financiamento de gigantes e poderia não dar conta do repasse aos lojista em tempo mais curto.

Redução do prazo

Em vez de reduzir drasticamente o prazo de repasse para até dois dias, como já acontece nos Estados Unidos, o Banco Central vai trabalhar em conjunto com as instituições financeiras para definir como implantar as medidas de forma sustentável, para não prejudicar a competição no setor.

A receita do Nubank, que já emitiu mais de 1 milhão de cartões desde 2014, vem de um porcentual descontado do valor repassado ao lojista, de aproximadamente 5%. Cerca de 1,5% fica para o Nubank e o restante para a adquirente (como Cielo, Rede e GetNet) e para a bandeira (como Mastercard e Visa).

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